sexta-feira, 27 de março de 2026

PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CORDEL

 


 







Entre os dias 20 e 22/03/2026, a cidade do Recife recebeu o I Congresso Brasileiro de Cordel, que reuniu poetas e pesquisadores de 16 estados, além de simpatizantes e amantes desse gênero literário. Foi um marco, tendo em vista ter sido um dos encontros mais representativos do gênero no país, isto sem contar com apoio institucional de nenhum governo, apenas a vontade e a garra das poetizas e poetas, que arregaçaram as mangas, desde o ano passado e organizaram este encontro. É de se celebrar efusivamente, porque foi na Veneza brasileira, onde Leandro Gomes de Barros, pai do cordel, começou a espalhar sua poesia e de lá os ramos se estenderam para se tornar um patrimônio nacional.

Lamento não ter estado presente, mas me senti representado por todos que tomaram parte nestas discussões, pois conversando com os participantes, as notícias são alvissareiras, se pensou o cordel como uma manifestação da cultura nacional, muito além do que tantas pessoas, erradamente se equivocam, dizendo que o cordel está restrito ao nordeste. As mesas de debates dos temas atinentes ao cordel, a criação de uma federação, mostram o empenho das delegações presentes.

Não podemos deixar de registrar a sensibilidade da poeta premiada e vereadora do Recife, @cidapedrosa65 que abriu as portas da Câmara Municipal para fazer uma sessão em homenagem ao Cordel Brasileiro e a todos os homens e mulheres de boa vontade que produzem essa literatura. A presença grande de mulheres discutindo e abraçando o cordel como profissão, é uma vitória que precisamos celebrar diuturnamente. A abordagem de temas como misoginia, machismo, racismo que faz alguns poetas torcer o nariz, se fez presente, afinal é preciso varrer do mapa da poesia, toda espécie de preconceito. O cordel não pode ser o ninho para abrigar as cobras preconceituosas de ninguém, e sem a presença das mulheres, esta discussão demoraria ainda mais um século. Lamentando minha ausência celebro com as mais de 150 pessoas que tomaram parte deste Congresso, um feito histórico e um legado para as futuras gerações de poetas e poetizas que virão. Porque fazer cordel é um ato político, você diz a quem a sua poesia vai servir: aos explorados ou exploradores?

segunda-feira, 23 de março de 2026

ESPAÇO CULTURAL SERTÃOPERIFA

 









Sábado passado estive na reinauguração do Espaço Cultural Sertãoperifa, no extremo da Zona Sul de São Paulo, local onde a comunidade terá oportunidade de fazer diversos cursos, entre eles violão, dança, arte de um modo geral, e a garantia de que os saberes serão preservados e compartilhados com quem se achegar para ser acolhido e acolher o que de melhor este espaço vai oferecer.

É sempre uma honra participar das atividades do Sertãoperifa porque vemos este encontro do sertão com a periferia da Pauliceia Desvairada cada vez mais fortalecidos por laços que tornam esta relação ainda mais bonita e potente. A cultura está por todos os recantos desta cidade e hoje sabemos que com o empoderamento das minorias, a periferia agora é o centro, que tem muito a oferecer a todas as pessoas abertas que querem beber nas fontes dos saberes ancestrais e empíricos.

Tudo isso só foi possível graças as políticas públicas dos editais que oferecem a condição de se montar algo digno e de qualidade para que todos tenham acesso aquilo que os artistas do projeto conseguem oferecer por meio de um serviço prestado com qualidade por meio uma equipe tão qualificada como é a do @sertaoperifa Viva a arte, viva a cultura.

 

sexta-feira, 20 de março de 2026

LIVRO DE VARNECI CHEGA A CEM MIL EXEMPLARES VENDIDOS

 








O livro A BRANCA DE NEVE, atingiu recentemente, a impressionante marca de cem mil exemplares vendidos. Publicado pela @editorapandabooks no ano de 2011, é ilustrado por @andrea_ebert_ilustradora Esta obra tem me dado muitas alegrias: foi comprada pelo Ministério da Educação, adotado por várias instituições de ensino neste país e agora pela prefeitura do Rio de Janeiro, além de uma venda expressiva nas livrarias espalhadas pelo Brasil.

Como todos sabem, é difícil viver de literatura, mas graças a luta e as pessoas que acreditaram no meu trabalho, este ano completo 25 anos como escritor de cordel, pois fora deste gênero, publiquei apenas um livro. Vez por outra escuto alguém dizer, ser impossível viver de literatura, ainda mais sendo cordel, não discuto com quem apresenta tais argumentos, porém mostro a minha história que prova o contrário.

O livro A Branca de Neve se tornou meu Best Seller. Falo cheio de orgulho porque sei o quanto ele tem encantado, tanto as crianças, como os seus pais que são leitores e leitoras junto com elas. Atingir essa marca é significativo na história de qualquer escritor. Por conta dele, e os outros mais de 100 publicados, são quase trezentos mil exemplares vendidos, entre livros e folhetos. Deixo o registro de gratidão a todos os leitores e leitoras que acreditaram no meu trabalho e as editoras como a Panda Books e outras, que investiram seu dinheiro, para colocar no mercado um livro de minha autoria. Você que tem um sonho, alimento-o, porque é possível através da persistência, alcançá-lo.

quinta-feira, 19 de março de 2026

NO DIA DE SÃO JOSÉ

 


 Hoje, o meu sertão inteiro

Ajoelhado ou de pé

Agradece ou pede chuva

Ao querido São José

Que foi o pai, nesta terra,

De Jesus de Nazaré.

 

Quando chove no seu dia

O sertão tem a cultura

De plantar feijão de corda,

Milho, que a safra é segura

Para comer no São João

Porque dará com fatura.

 

É a crença e o respeito

Misturada a tradição

Um sentimento de fé

Futucando o coração:

Pode plantar que terá

A riqueza no São João.

segunda-feira, 16 de março de 2026

O CORDEL QUE SE ESPALHA E ENCANTA

 


Já disse e volto a repetir: a alegria de todo autor é ver a sua obra se espalhando de canto a canto do país, amaciando às mãos dos leitores e leitoras, porque ninguém publica um livro para guardá-lo e tomar poeira nas prateleiras das estantes, ao contrário, o poeta quer ver vê-lo nos lares das pessoas sendo amassados carinhosamente por quem aprendeu a cultivar o gosto pela leitura.

Ver deste tanto de livros, de minha autoria, nas mãos da e uma única leitora, é motivo de orgulho, ainda mais quando se trata de alguém que faz poesia, brinca com as palavras e produz versos de cordel, como é o caso de @noeliadantas. Nascida em Banzaê, é uma das minhas prolíferas leitoras, divulga o meu trabalho junto com o dela em todo canto que vai, por isso sou grato por essa gentileza para comigo.

Noélia se deixou fisgar pelo cordel há alguns anos, em suas atividades, busca um espaço para colocar a literatura no meio, a fim desta forma poética chegar a outras pessoas e possam encantá-las, assim como aconteceu com ela. Lançar as sementes do cordel tem sido sua missão, afinal quando nasce um leitor ou uma leitora, tanto cordel como as demais formas literárias, estarão preservadas, terão mais chances de chegar as futuras gerações. Ver meus cordéis afagando leitora tão assídua, me vem a certeza de que estou no caminho certo, portanto devo procurar cada vez mais me esmerar, para honrar o cordel que me escolheu como artífice.

sábado, 14 de março de 2026

CELEBRANDO A VIDA DE CLEUSA SANTO


Em toda profissão que exercemos, encontramos pessoas que chegam devagarinho, vão construindo moradia e em pouco tempo ocupam os espaços vazios dos nossos corações. Dia após dia vão colocando os tijolos certos e o reboco adequado, assim quando menos esperamos estamos protegidos por quem chegou como colega, transcendeu para o lugar de amigo, mas se tornou irmão para o resto da vida. Este é o caso de @cleusasanto para comigo, uma mulher incrível, mãe singular e poeta extraordinária.

Acompanhei o início da carreira poética dela, desde o lançamento do primeiro cordel na Luzeiro, a contação de história para crianças e os adultos interessados, a recitar o cordel nos saraus e nos eventos para os quais era chamada. Em pouco tempo a literatura infantil tomou conta dela e se tornou sua nova profissão vestida com o cordel. Entregou-se de corpo e alma ao gênero literário cordel, enfrentou seus medos, foi estudar na EJA, depois deu um salto daqueles transformadores e findou adentrando os portões da universidade.

Cleusa é poeta ousada. Não parou por aí, foi fazer especialização em literatura e arte, já atuava como atriz e em pouco tempo estava dirigindo um grupo de teatro com a terceira idade. Mas ainda era pouco para uma pessoa tão grande, foi trabalhar no CRECI e passou a encantar os idosos com o poder da poesia e do conto. E lá se vão quase 20 anos de entrega da vida para a arte e as pessoas que precisam dela para continuar vivendo. Por isso minha amiga, celebrar sua existência ao lado de @edimaria e @anasantos, é louvar a Deus que nos brinda com a sua presença em nosso meio. Que você se torne cada vez mais experiente e disposta a passar o que tem de melhor para quem têm a felicidade de conviver com você. 

quarta-feira, 11 de março de 2026

LIVRO ADOTADO POR ESCOLA DO PARANÁ

 


A coisa mais importante para qualquer escritor é ver sua obra se espalhando pelas mãos dos leitores e leitoras. Quando um livro é adotado em uma escola, esta alegria se amplia ainda mais, porque uma geração crescerá conhecendo-o. Quando isto acontece na infância, a tendencia é que se marque a vida pelo restante da existência dessa pessoa, visto que as coisas registradas na mente e no coração de uma criança são feitas de maneira privilegiada.

Quando a professora Jéssica Nunes entrou em contato comigo, comunicando que iria estudar com seus alunos, o meu livro A Branca de Neve, publicado pela Panda Books fiquei muito feliz, pois sabia que as crianças iriam se encantar com este conto infantil dos Irmãos Grimm vertido para o cordel brasileiro. Ilustrado por Andrea Ebert chegou a impressionante marca de cem mil exemplares vendidos. É uma tarefa difícil de se alcançar e para quem diz que cordel não vende, terá de dobrar a língua de agora por diante, antes de fazer esta afirmação.

Agradeço a professora Jéssica Nunes e ao @colegioalfadeumuarama por escolher estudar com suas turmas, este livro, que dentro de minha obra, se tornou uma referência tendo em vista a qualidade e quantidade de exemplares vendidos. O cordel é um gênero literário que tem muito a oferecer a nossa literatura e ao crescimento literário como um todo do Brasil. Que mais escolas adotem o cordel para ser estudado, porque verão o quanto essa forma poética é potente para o aprendizado de todos.

 

domingo, 8 de março de 2026

DEBRET EM QUESTÃO, olhares contemporâneos

 








Ontem, pela primeira vez tive a oportunidade de visitar o Museu do Ipiranga, uma referência na área museológica brasileira. Este templo da conservação da nossa história existe há mais de um século e abriga a conservação de fatos históricos com um acervo de milhares de peças, entre elas o quadro Independência ou Morte, pintura do artista paraibano Pedro Américo. Depois de passar por uma grande reforma, ficou ainda mais bonito é imponente, valendo a pena ir apreciá-lo.

Fui ver de perto a exposição intitulada DEBRET EM QUESTÃO OLHARES CONTEMPORÂNEOS, onde dezenas de artistas brasileiros fazem releituras da obra desse francês que morou no Brasil por um tempo, e produziu uma vasta obra sobre a sua estadia no Brasil. Publicada na França teve parte dela rejeitada à época pelo governo brasileiro de então, pois expunha a maneira acintosa como os negros e indígenas eram tratados. Atualmente são feitas releituras críticas a respeito do seu olhar francês sobre a cultura e o modo de viver dos brasileiros. No meu entender os olhares externos não conseguem perceber em profundidade a nossa grandeza, por isso mesmo, até nos dias atuais, quando os brasilianistas tentam nos descrever, sempre o fazem de maneira caricata. É claro que a subjugação dos povos, é vista por qualquer pessoa que queira, não precisa ter nascido no país em que se comete este crime.

Vale a pena separar algum tempo para apreciar esta exposição que ficará no museu até o mês de maio, pois é observando coisas dessa magnitude que você terá oportunidade de ter uma visão crítica. É imprescindível nos alimentarmos de cultura para que olhando para o passado, deixamos de repetir os equívocos que a humanidade cometeu ao longo dos anos. Não perca essa chance, aproveite para enriquecer o seu imaginário e ampliar a sua visão em torno daquilo que os vencedores sempre nos fizeram aceitar. Já passou da hora dos vencidos contarem a sua história e, se você não fizer por você mesmo, ninguém fará.

sexta-feira, 6 de março de 2026

ENCARNIÇADOS A POÉTICA DO CAOS

 


Esta semana acabei de ler mais um livro do autor paraibano José Sarmento, que tem 15 livros publicados. Depois de uma vida de trabalho no cinema para ganhar o pão de cada dia na Pauliceia Desvairada, começou a se dedicar à literatura e tem nos oferecido obras que viajam pelo mundo complicado de uma metrópole como São Paulo. Mergulhar na sua literatura é adentrar nos problemas sociais e se perguntar como e por que na cidade mais rica do país, ainda existem milhares de pessoas que passam fome, moram na rua ou estão desempregadas?

Trabalhador aposentado, encontrou na literatura periférica uma maneira de continuar participando e militando sobre a vida da cidade. Interferindo de forma direta através dos saraus e das palestras que faz nas escolas para as quais é convidado. Neste livro Encarniçados, José Sarmento mergulha nos protestos de 2013, quando milhões de pessoas foram à rua protestar por conta de 20 centavos no aumento da passagem e cooptados pela extrema direita, terminou culminando com o golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff em 2016.

Este livro com personagens curiosos lança luzes para entender porque muitas pessoas no alto da exploração, se entregam para protestar contra aquilo que os oprime e mata, a exemplo de uma escala 6x1 que teima em tirar o sangue dos trabalhadores. Quem quiser lê-lo venha preparado para se armar de conhecimento para protestar contra tudo que sufoca o trabalhador, oprime as mulheres e tem verdadeira ojeriza por preto, pobre e favelado. É literatura para principiantes, mas também para quem tem a coragem de se perguntar, se vale a pena ficar calado diante de tantas injustiças? Nas obras deste autor, percebemos o quanto é importante os editais de fomento à literatura, pois é por causa deles, que temos autores periféricos sendo publicados. Viva a poesia, viva o caos quando é para consertar o que está errado.

quinta-feira, 5 de março de 2026

AS PALHAÇADAS DE ZÉ ARIGÓ

 


No Nordeste é comum encontrar gente fazendo humor sem a pretensão de ser humorista. Uma resposta perspicaz dada em tempo hábil e inesperado, produz gargalhadas gostosas e quebra a tensão. Ainda criança, ouvia uma pessoa repreender outra por não ter entendido uma explicação ou cometido uma gafe, chamando-a de Arigó ou Zé Arigó; e este nome nunca me saiu da cabeça. Em várias ocasiões chamei os amigos por este apelido, por esta razão escrevi este cordel sobre este humorista Zé Arigó que mesmo fora dos palcos era sucesso garantido entre os que conheciam sua perspicácia. Seguem as primeiras estrofes:

 

Quem sabe fazer humor,

Faz em grupo e até só;

Desata nó complicado,

Em pingo d’água dá nó.

Assim vocês irão ver,

Na prática, Zé Arigó.

 

Nascido e predestinado

Para produzir a graça,

Fazer o azedo soltar-se

Dentro do teatro ou praça.

E quem usa dentadura

Enfrentar a ameaça

 

De cair na gargalhada,

E ficar sem dentadura

Por conta das palhaçadas

Dessa engraçada figura.

Que levava os seus ouvintes

A verdadeira loucura.

 

Encantou a todo mundo

Somente arrancando riso.

Destilou calor humano,

Fez o que era preciso

Para espalhar alegria

Alocada em seu juízo.

 

terça-feira, 3 de março de 2026

AS MULHERES NO CANGAÇO

 


Vamos viajar conosco

No percurso da história

Das mulheres no cangaço

Inserção e trajetória,

As mudanças provocadas,

Suas dores, sua glória.

 

Numa época em que o homem

Mostrava a hegemonia,

Sem limites abusava

Do uso da covardia.

Humilhações e pancadas,

Rudeza e selvageria.

 

Procuramos desvendar

Essa caixa de Pandora

Fechada de cadeado

Que jogaram a chave fora.

Mas um grito vindo dela

A gente escutou agora.

 

Este cordel que escrevi em parceria com Nando Poeta foi lançado em 2014 pela Editora Luzeiro e é uma obra de sucesso, porque se trata da presença das mulheres no cangaço, pois como sabemos tudo para elas só é alcançado com mais luta e esforço. Foi difícil para adentrarem no cangaceirismo, tendo em vista que neste mundo machista a mulher só serviria para cuidar de uma casa.

No cordel contamos um pouco da luta delas para que se fizessem respeitar no meio dos cangaceiros. Foi uma aventura fascinante escrever esta obra. Nando Poeta teve a ideia e me convidou para fazermos juntos. Na época tinham poucos cordéis tratando desse assunto, por isso mostramos um pouco da importância de mulheres como Maria Bonita, Dadá entre outras que fizeram história no meio dos homens.

A obra conta com as ilustrações de Walfredo Brito e o prefácio de Josenir Lacerda. Quem quiser apoiar nosso trabalho, é só chamar inbox.

domingo, 1 de março de 2026

ENCONTRO DO CORDEL COM AS FAMÍLIA NA ESCOLA

 











Minha primeira palestra do ano de 2026 aconteceu na EMEF Constelação do Índio no extremo da zona sul de São Paulo, e tive a felicidade de encontrar as famílias, além dos educadores e as educadoras e todo o corpo diretivo da escola que tem feito a sua parte na importante missão educar os nossos estudantes. Foi um encontro maravilhoso porque vi professores e professoras engajados e as famílias que se fizeram presentes, preocupadas com a educação dos filhos e filhas que serão os futuros cidadãos e cidadãs que formarão este país.

É bem verdade que de um modo geral as famílias ainda não participam como deveriam desses momentos de integração na escola, no entanto na EMEF que fui no último dia de fevereiro, senti que os pais presentes abraçam a educação, se importam com o aprendizado dos seus filhos porque procuram fazer parte daquilo que mais importa na vida deles que é o aprendizado, afinal de contas é por meio da educação que conseguiremos construir um país justo, fraterno e solidário.

O cordel foi acolhido de maneira sublime e respeitosa por todos. No final da minha apresentação abri a oportunidade para que familiares e os educadores pudessem perguntar aquilo que sentissem vontade. Vieram perguntas maravilhosas que rendeu interessantes reflexões e nos permitiu sairmos daquele local ainda mais animado com os nossos estudantes, professores e familiares, sabendo que este mundo ainda tem jeito. O cordel é uma importante ferramenta didática, que se bem usada pode contribuir sobremaneira para o aprofundamento dos conhecimentos em sala de aula. Agradeço a acolhida de todos, a indicação do meu nome feita pelo meu amigo Rubens e espero poder sempre contribuir com a formação de todos aqueles que se interessam pela literatura brasileira, principalmente o cordel.