Encerrará amanhã 17/05 no Memorial da América Latina mais uma feira da Unesp, onde se reúne várias editoras, autoras e autores para espalhar literatura por esta cidade carente de um respiro poético e de lucidez, para encontrar caminhos melhores no que tange seu destino político. O livro é sempre um instrumento libertador, através dele o conhecimento se espalha e alimentamos a esperança de um mundo melhor.
No emaranhado de editoras, encontrei
os amigos @renatopotenzarodrigues e Rosana Martinelli, editores da
@editoraquatrocantos que publicou o livro Ciranda Aruanda da autora @liuolivina
adotado pela Prefeitura de São Paulo, porém no ano passado, um pai incomodado
com um trabalho da filha, baseada nas ilustrações do livro que retrata os Orixás,
chamou a PM, foi a escola e protagonizou uma das cenas mais deprimentes dos últimos
anos. Tanto o pai como o despreparo dos PMs revelaram a falta de preparo e o
preconceito religioso comandou a cena tanto pela denúncia, quanto pela
abordagem policial.
O livro conta de maneira bonita e fácil
as características de dez orixás, sem doutrinação, apenas como saber essencial
para todos nós aprendermos a nos respeitar. É lei desde 2003 que no Brasil se ensine
história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas, respaldado pela Lei
10.639/2003. Recomendo o livro pela obra de arte que é e pelo ensinamento que
transmite. Quem ler não se diminui, expande a mente o saber. Parabéns a autora
e a Editora Quatro Cantos por levar literatura nos quatro cantos desta
Pauliceia Desvairada.


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