domingo, 27 de setembro de 2026

LIVRO NOVO SE ESPALHANDO NA FELIZS

 








Ontem aconteceu mais uma FELIZS (Feira Literária da Zona Sul), e contamos com a participação de vários cordelistas entre eles @cleusasanto @edimaria @chicofeitosa @lucianobraga e @tintintin todos imbuídos de levar o cordel adiante como uma forma poética que tem contribuído na formação da literatura brasileira.

Este evento acontece há doze anos e se consolidou como um espaço para divulgar a literatura marginal na zona sul de São Paulo, porque reúne escritores e editoras periféricas que buscam espalhar o que produzem de melhor e colocam a disposição nos seus catálogos. O cordel é uma presença viva e vibrante, capaz de encantar leitoras e leitores por todo o país, prova disso é ser um patrimônio imaterial brasileiro e estar presente em todas as regiões do Brasil.

Tenho apresentado meu novo livro APOROFOBIA OU O ÓDIO CONTRA O POBRE, publicado pela @pauluseditora uma obra que combate um ódio que flerta com regimes insanos, porque odeia uma pessoa pela condição dela. Isso é inadmissível, mas infelizmente existe e tem sido incentivado quando se referem as pessoas vulneráveis com termos ofensivos e pejorativos. Quem quiser conhecer, só escrever QUERO, que entramos em contato.

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CORDEL NA FELIZS

 


No próximo sábado a partir das 11 horas, participarei da Felizs (Feira Literária da zona sul), na Praça João Tadeu Priolli (Praça do Campo Limpo) → R. Haroldo de Azevedo, s/nº - Jd. Bom Refúgio - São Paulo /SP. Será a XII Felizs que reunirá autores e expositores com uma extensa programação cultural. Quem ainda não conhece essa feira, venha participar e encontrar os produtores da literatura brasileira por essas bandas de São Paulo. Aguardamos a sua presença.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CORDEL ENCANTA ALUNOS

 











A convite da professora Bianca estive na EMEF João Domingues Sampaio para falar a respeito do cordel. Foi um encontro maravilhoso, vi crianças interessadas por uma forma poética que vem conquistando o coração de milhares de leitoras e leitores por este Brasil afora. Os alunos estão estudando este gênero literário, porque a cada dia, o cordel se torna imprescindível na nossa educação.

Como é importante lançar sementes, porque cedo ou tarde se colherá os frutos. A professora Bianca me conheceu no seu tempo de estudante no Instituto Federal e me contou que na época disse: “quando eu for professora vou levar este homem na minha escola” e hoje, finalmente, segundo ela, realizou o sonho. Para o cordel encantar crianças primeiro deverá fascinar as professoras.

Sei o quanto o cordel pode transformar vidas e impelir crianças, jovens e adultos a se tornarem leitores. Essa literatura entra pelos ouvidos, passa pelo coração e conquista a alma para quem se abre ao mundo da poesia. Pela primeira vez pude falar sobre o meu mais recente livro APOROFOBIA OU O ÓDIO AO POBRE, lançado pela @pauluseditora a quem agradeço por acreditar nessa obra. De resto, desejo que o cordel continue conquistando pessoas para amar a cultura brasileira.

sábado, 12 de setembro de 2026

APOROFOBIA OU O ÓDIO AO POBRE

 




No penúltimo dia, voltei a @bienaldolivrosp e para minha surpresa encontrei no stand da @pauluseditora o meu novo livro ilustrado por @laertesilvino que ficou uma verdadeira obra de arte, para discutir um sentimento perverso de ódio que cresce a cada dia contra as pessoas, única e exclusivamente pelo fato delas serem pobres.

O ódio aos excluídos é tão absurdo que foi preciso o senador @fabianocontarato criar uma lei proibindo a construção hostil ao pobre, que além de se encontrar em situação vulnerável é odiado por essa condição. Ninguém quer e nem tem culpa por ser pobre. Odiar alguém por causa disso é desumano, por isso este meu livro trata dessa doença. Nós somos irmãos, precisamos caminhar juntos. O meu cordel e a minha poesia servem a luta pela justiça e fraternidade entre o gênero humano.

Esta obra visa discutir a gravidade desse ódio e conscientizar leitores e leitoras que o amor é a saída, que é melhor estender a mão amiga e pensar em alternativas para ajudá-la a superar a situação de miséria. É lamentável que se coloque mangueiras para gotejar água embaixo de marquises para as pessoas não se abrigarem, e se dividir um banco na praça ao meio, para um vulnerável não se deitar. Você que ainda vai a Bienal do livro de São Paulo, passe na Editora Paulus e adquira o seu exemplar, ainda dá tempo e ajude a vencer este ódio destruidor.

 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

APRESENTAÇÃO NO SESC NA BIENAL

 









Todos nós que fazemos um trabalho cultural, percebemos que à medida que o tempo passa, vamos crescendo como profissional e melhorando no desenvolvimento da nossa arte. Quando cheguei a São Paulo, há quase 20 anos, ninguém nem ouvia falar da presença do cordel na Bienal do livro de São Paulo, e agora, felizmente, além do Espaço Cordel e Repente da @imeph vemos que vários autores e autoras de cordel, são convidados para se apresentarem em diversos palcos desse grande evento.

Este ano tive a felicidade ser convidado pelo Sesc para ler cordéis, tendo em vista que existe uma demanda para isso, que o público consumidor de livros consome livros de cordel e o Sesc é este espaço que sempre abrigou a cultura brasileira. Me apresentei no Bibliosesc Praça das histórias um lugar por onde passou diversos escritores e escritoras falando do seu trabalho e da importância da literatura brasileira.

Na oportunidade mostrei, além de textos de minha autoria, O Romance do Pavão Misterioso, O menino dos bodinhos e a princesa interesseira, dois clássicos do cordel brasileiro. Foi uma apresentação cheia encanto e magia porque tive a possibilidade te convidar ao palco duas poetisas presentes @cleusasanto e @edimaria mulheres que fazem história com o cordel na Pauliceia Desvairada. Viva a literatura brasileira.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ESPAÇO CORDEL E REPENTE NA BIENAL

 














Desde o ano de 2016 a @editoraimeph começou a participar da @bienaldolivrosp com um dos estandes mais bonitos e mais alegres desse evento. Com o nome CORDEL E REPENTE o local se tornou o espaço dos cordelistas dentro da Bienal, bem como uma referência para quem gosta de poesia e participa dessa festa literária. Neste local se abrigam poetas e escritores vindos de todo o Brasil, porque @lucindamazevedo sempre dá um jeitinho e acolher a todos que chegam para lançar um livro, fazer um show ou uma palestra. O local se tornou uma arena que a poesia desfila com leveza, encanta corações e eleva a alma.

As poetisas e os poetas cordelistas de São Paulo encontram o aconchego neste lugar e puderam mostrar suas obras para um público qualificado que frequenta uma Bienal do porte da de São Paulo. Participei de 4 edições e contemplei a importância e a pujança do cordel no meio da literatura brasileira. Percebi a ousadia de Lucinda Marques para participar duma festa literária que ao mesmo tempo é grandioso e exige um investimento de alto risco.

Cinco bienais depois, o Espaço Cordel Repente está consolidado e se tornou a casa do cordel brasileiro na Bienal. Isto revela que essa forma poética tem um grande potencial e precisa se expandir cada vez mais, para mostrar a sua força e relevância como patrimônio imaterial da cultura nacional. Viva o livro, viva o cordel.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

AUTOR DE CORDEL RECOMENDA COMPRA DE LIVROS

 


Tamara Klink pediu

Ao leitor para parar

De comprar o livro dela,

Mas eu vim lhe convidar

Para pesquisar os meus,

Escolher um e comprar.

 

Basta digitar meu nome

Para algum aparecer

Você pensa e dá o clique

Naquele que escolher

Aguardar em sua casa,

Chegou já comece a ler.

 

Vou ficar muito feliz

Contar com sua leitura

Para o mundo do cordel

Você dará abertura

Vai conhecer mais um pouco

De nossa literatura.

 

Pode comprar à vontade

Para ter conhecimento

Será um grande prazer

De lhe mostrar meu talento.

Na busca digite o nome

De Varneci Nascimento.

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

PARABÉNS, MAMÃE

  


Mamãe a senhora completa hoje 83 anos, sim porque vive no coração daqueles que lhe amam. O tempo passa veloz, se foram cinco anos e parece que foi ontem, a saudade segue forte, às vezes apertando, às vezes mais amena. Meu coração tem uma lacuna, que aprendi a preencher com as lembranças felizes que tenho da senhora. Quantas gargalhadas demos, os seus ditados que só quem é da Mirandela tem, e falava “té” quando a gente dizia uma besteira. Das tiradas interessantes, como quando falou que “Zé de Jonas aprendeu a dirigir antes de terem inventado o carro” e que o sobrinho “João de Néu começou a jogar na loteria antes do jogo existir”. Ou como da vez que eu disse a senhora, que papai me falou que sabia dançar, e me respondeu: “té, é mentira, porque ele pisou no meu pé dançando e até hoje, 60 anos depois, eu nunca sarei”.

Feliz aniversário aí no céu, celebre com Jesus de Nazaré, quando eu também for, a gente celebrará os atrasados. É ruim demais não ter mãe aqui fisicamente, mas o amor é uma força que nem a morte é capaz de destruir. Como tenho certeza de que está ao lado de Divino Mestre, peça pela saúde de sua filha Erivania, que desde o ano passado enfrenta uma barreira pesada e, de hospital a senhora entende. Parabéns, mamãe, por aqui seguimos escapando devagarinho, feito gás de botijão.

 

domingo, 16 de agosto de 2026

II ENCONTRO DE MULHERES CORDELISTAS EM SÃO PAULO

 





A presença do cordel em São Paulo é uma realidade que vivenciamos há muito tempo, mas durante muitos anos, contava apenas com a presença dos homens. Felizmente este quadro vem mudando pela potência poética das mulheres que começou com Benedita Delazari, seguida por Cleusa Santo e hoje é difícil nominar o número de mulheres que abraçou este ofício poético.

Várias mulheres estão espalhando a arte do cordel na Pauliceia Desvairada, de modo que, esse fazer poético vem sendo fortalecido se se tornando respeitado pelos leitores e leitoras. O cordel encontra lugar nos espaços educacionais e culturais, dentro a fora da capital paulista. Cleusa consegue envolver as pessoas com encantamento, naquilo que ela escolhe trabalhar e espalhar ao mundo.

Este encontro foi promovido pelo Poder do Conto e Viva cordel, numa ação de salvaguarda, em torno dessa forma poética secular, que encontra lugar no coração e mente das autoras e, se estende ao afeto das leitoras e leitores que acolhem essa arte com amor e torna possível a vida de quem escolhe a poesia, como caminho a ser trilhado.

Que venham outros encontros para tornar o cordel ainda mais visível, e mostrar que a pujança poética deste gênero literário se consolida, como uma força transformadora capaz de encantar quem toma contato com essa forma poética, porque como diz Cleusa Santo “o cordel só tem dois públicos: “aquele que o ama e aquele que ainda não o conhece”.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

CORDEL ATINGE NOVO PÚBLICO NA FLIPEI

 








Pelo segundo ano consecutivo tive a felicidade de participar da Flipei (Festa Literária Pirata das Editoras Independentes) um evento consagrado que celebra o livro e comercializa uma literatura forte e pujante, visando a inclusão de tantas vozes para a construção de um mundo igualitário, em que todos possam ter as mesmas oportunidades. A Flipei é um espaço democrático para que o autor, que muitas vezes não encontra condição em outros locais, possa se colocar como a voz de sua própria história.

A Literatura Brasileira segue revelando talentos por meio da autopublicação, pois as pessoas criam coragem para se expor através da palavra. Levar o cordel para um local tão diversificado é uma alegria, porque esse gênero literário se consolida cada vez mais como uma potência poética que tem o que dizer ao mundo, através dos seus autores e autoras que vem alcançando destaque significativo dentro do mercado editorial do país.

Pela segunda vez na Flipei, estive ao lado do Selo Pé no Chão, encabeçado pela poeta Maria Rosa Caldas que leva o seu trabalho literário e gráfico para outros espaços, ecoando a voz de outras mulheres que escrevem porque têm o que dizer ao mundo. Durante o evento estive ao lado da poetisa Genilda Silva, que há pouco tempo ingressou na senda do cordel e ganha asas escanchada no Pavão Misterioso. Outras vozes potentes do cordel se fizeram presente na Flipei: as poetas Lucineide Vieira, Graziela Barduco e Cléia Luh que expuseram o seu trabalho e encantaram os visitantes da feira. A presença feminina no cordel é um sinal de que esse gênero literário está cada vez mais representativo, porque como diz a poetisa Cleusa Santo que visitou o evento: “a mulher no cordel, não veio pra brincadeira”. Ainda recebemos a visita da poetisa Edimaria e dos poetas Moreira de Acopiara e Cacá Lopes.