domingo, 21 de junho de 2026

HISTÓRIAS REAIS, LOUCURAS DE AMOR

 


















Ontem no Centro de Referência da Dança aconteceu mais um encontro de O poder do conto organizado pela poetisa Cleusa Santo que maravilhosamente coordena o grupo composto pela turma da melhor idade. Este evento bimestral reúne contadoras e contadores de história, além de poetas e vários artistas, com uma plateia sempre dinâmica e ávida por boas histórias.

Cleusa Santo faz um trabalho incrível e com certeza preenche a vida deste grupo que caminha com ela há vários anos. Cada evento é uma surpresa que nos enche de encantamento porque o Poder do Conto, realmente tem o poder de nos impelir a perceber que o mundo é um espetáculo cheio de singeleza. Quem abre o coração, pode preencher a alma com o melhor que o outro, a sua maneira, tem a nos oferecer.

Dentro deste evento, sempre acontece o lançamento de um livro, de preferência de cordel e ontem foi a vez da poeta Edimaria nos oferecer mais uma obra de sua lavra poética: HISTÓRIAS REAIS, LOUCURAS DE AMOR, no qual conta várias histórias surpreendentes, através deste sentimento que move o mundo. Edimaria é destas poetas encantadas com a beleza salutar que o amor nos proporciona e como empurra as pessoas a seguirem em frente, mesmo que determinado amor não se concretize, terá valido a pena amar. Viva o amor, viva a poesia enfeitada pelos versos do cordel.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

PROSA E POESIA

 





 Recentemente tive a oportunidade de conhecer duas obras da autora e ilustradora @liuolivinaart que é múltipla porque escreve e ilustra, é escritora e poeta, quatro qualidade difíceis de reunir numa mesma pessoa. Ambos os livros publicados pela @editoraquatrocantos que tem livros de altíssima qualidade e com um cuidado impecável em cada edição.

O livro Ciranda em Aruanda que já vinha chamando a atenção das leitoras e leitores ano passado, ficou ainda mais conhecido por um episódio lamentável de censura e intimidação em uma escola da capital paulista, que foi invadida pela polícia, chamada por um pai que se sentiu incomodado pela temática do livro. O que não causa surpresa, graças ao racismo estrutural deste país, sobretudo com as religiões de matrizes africanas.

Em @afeira no Pacaembu Liu Olivina lançou o livro Um Biquinho de Prosa, escrito e ilustrado por ela. A obra discorre com uma singeleza incomparável, as belezas que ela contempla em sua casa, vizinha a Mata Atlântica no litoral paulista. Fala de pássaros como fala de seu filho Martim, que tem nome do pássaro Martim-Pescador, que segundo a autora foi “o primeiro pássaro a falar com ela”. As ilustrações são de uma beleza salutar, nos envolve na leitura e nos faz sentir o balanço das ondas do mar naquele movimento indelével do farfalhar das águas indo e voltando.

Liu realmente nos enternece com tanta beleza literária. Numa época em que tudo é artificial, contemplamos um livro escrito e desenhado a mão, nos empurra para um mundo cheio de magia, e nos mostra que nem tudo precisa ser digital para nos enlevar. Neste Um Biquinho de Prosa, você encontrará um bicão de poesia. Vá atrás destas obras que vão suavizar sua existência.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

CEM MIL EXEMPLARES VENDIDOS



Quem vive de arte, também busca as formas para que seu trabalho chegue mais longe. É uma tarefa ardorosa encontrar essas possibilidades porque precisa unir um trabalho de qualidade com o gosto das pessoas, que sempre varia de acordo com cada personalidade. Agradar a um coletivo é uma tarefa complexa, tendo em vista que terá de unir a sensibilidade de ambos.

Na literatura é algo ainda mais difícil para conectar as leitoras e leitores com aquilo que você escreveu. Felizmente este meu livro A Branca de Neve publicado pela @pandabooks caiu no gosto de milhares delas porque chegou a impressionante marca de cem mil exemplares, o que me enche de gosto e gratidão por todos os profissionais envolvidos neste processo. As lindas ilustrações de @andreaebert contribuíram imensamente para o sucesso desta obra.

Conta o fato de ser um conto conhecido e de ter sido ornado pela potência que é o gênero literário cordel, uma forma poética que enche o nosso Brasil de orgulho. Quem escreve deste jeito, deve gratidão ao grande paraibano Leandro Gomes de Barros que com seu estro criativo disseminou essa forma poética pelo Recife, depois Pernambuco e assim o cordel foi se enraizando pelo Nordeste pelo restante do Brasil.

A Branca de Neve em cordel é um livro que se consolida e encanta as pessoas para marcar aqueles e aquelas que amam a literatura brasileira.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

CORDEL NO SESI DE MARÍLIA

 








A convite da professora @liliantalmeli e acolhido pela bibliotecária Carol Médice, tive a oportunidade de falar sobre o Cordel Brasileiro, para duas turmas do quinto ano A e B do @sesisp.marilia, que fica no interior de São Paulo. As turmas estavam acompanhadas pela professora Mirelle e pelo professor Guilherme, a quem agradeço a acolhida de ambos. Estive no Sesi de Marília há mais de 10 anos e nunca mais perdi o contato com a professora Lílian, por isso foi articulado este encontro com estas turmas para essa data.

Diferente dos encontros que acontecem em torno do cordel, que normalmente são palestras ou oficinas, hoje fui sabatinado pelos alunos das duas turmas que estão fazendo um trabalho a respeito deste gênero literário e tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre sua produção, como conhecer um pouco mais a respeito do meu trabalho. As perguntas foram impressionantes, ora provocativas, ora desconcertantes num sentido de nos deixar às vezes até sem respostas.

É salutar participar de um encontro tão proveitoso, com aqueles e aquelas que serão o futuro do nosso país. É importante plantarmos boas sementes se quisermos colher bons frutos. Participar de momentos assim é engrandecedor para a vida e a carreira de qualquer autor, porque neste tipo de debate, conseguimos refletir não apenas sobre a nossa produção, mas sobre aquilo que nos inspira a continuar na semeadora da palavra. O cordel tem muito a oferecer para todas as gerações, porém lançar suas sementes no terreno fértil de quem futuramente estará à frente das instituições de nosso país, é algo que precisamos fazer continuamente. Viva a literatura brasileira e todas as pessoas que a transmitem a todas as gerações.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

PRESENÇA DO CORDEL N’AFEIRA DO LIVRO DO PACAEMBU

 












 Aconteceu de 30 de maio a 07 de junho @afeira do Livro do Pacaembu, que tem se consolidado como um dos espaços mais destacados para a promoção do livro e do saber na cidade de São Paulo. Durante nove dias a Praça Charles Miller, recanto consagrado ao futebol, se torna o lugar do saber e da cultura, onde a palavra desfila através dos livros das mais diversas autoras e autores que formam o mercado editorial brasileiro.

Naquela arena passam autores/as ainda anônimos, em busca de um espaço, aos mais destacados. Ano após ano, vemos uma literatura pujante e vivaz que mexe com a cabeça dos leitores e leitoras, ávidos por coisa boa.

Neste lugar estava eu pelo segundo ano consecutivo, na Tenda da @camaraperifericadolivro que mostra a força e a potência do cordel e da Literatura Periférica nas feiras e bienais pelo Brasil afora. A Câmara Periférica do Livro abriga em seu guarda-chuva 39 editoras periféricas com catálogos diversos, mulheres poderosas e potentes que oferecem a literatura brasileira, um mundo cheio de encanto, mas em muitas vezes regados pelas lágrimas, causadas pelo machismo, misoginia e patriarcado.

Nesta seara, o cordel segue pujante e, por isso várias editoras trazem em seu catálogo a força do único gênero literário brasileiro reconhecido como patrimônio imaterial da nossa cultura. É preciso caminharmos cada vez mais para que essa forma poética ocupe os espaços e possa fazer parte dos debates que esta importante feira promove. É preciso integrá-lo ao todo da nossa literatura, os muros precisam ser derrubados.

sábado, 23 de maio de 2026

CORDEL NA BELMONTE

 










Na manhã deste sábado chuvoso e frio de São Paulo, mais uma vez tive a oportunidade de dividir o palco com o poeta @moreiradeacopiara na @bibliotecabelmonte no Centro de Santo Amaro, ao lado da praça Floriano Peixoto e da @casadeculturamunicipaljulioguerra para espalhar cordel e poesia às educadoras do @ceinossasenhoraaparecida. Foi um encontro primoroso, fomos recepcionados pelo diretor da biblioteca @jomarsantos depois o Sarau Serelepe dividiu um pouco de sua poesia com todos nós.

Foi um evento descontraído, as educadoras do CEI Nossa Senhora Aparecida vieram conhecer esta biblioteca e seu material disponível voltado para o cordel brasileiro. O diretor Jomar partilhou um pouco da história da biblioteca, um marco nas manifestações culturais de Santo Amaro, porque se faz uma simbiose com a migração Nordestina tão presente nesta região.

Sabino servidor desta casa há mais de 40 anos, fez uma excelente participação, cantando e brincando com o público presente. Neste momento de partilha de saberes, conhecemos a história de algumas educadoras que tiveram suas vidas transformadas a partir da frequência constante a biblioteca. Ficou claro de como é importante frequentar esses lugares dedicados aos saberes, porque voltamos diferentes da maneira que entramos, levando um conhecimento a mais em nossa bagagem.