O cordel cabe desde a história mais singela a narrativa mais acirrada sobre política e direitos sociais, por isso que seu criador, Leandro Gomes de Barros nunca se furtou de abordar temas complexos a época e denunciar os desmandos de políticos e empresas estrangeiras, que já exploravam os trabalhadores e trabalhadoras que davam suor e sangue e quase nada recebiam por isso.
Partindo deste princípio leandrino,
junto com @nandopoeta e outros poetas e poetisas acompanhei mais uma vez o Congresso
da CSP-Conlutas que reuniu várias entidades Sindicais que para mim se tornou um
momento especial de aprendizado, para beber em fontes seguras, e avançar para
águas mais profundas. Conhecer histórias de pessoas que renunciaram suas vidas
para se entregar a causa do bem comum.
Conversei com sindicalistas que
poderiam estar em suas casas tranquilas, mas preferiram viajar mil, dois, três,
quatro mil quilômetros para alimentar a alma e fortalecer a luta pela terra,
moradia, educação e tantas coisas de qualidade para todos.
A literatura terá sempre um lugar
para ajudar na peleja por direitos e igualdade, instrumento importante para
oxigenar a batalha árdua e mostrar que a cultura é parte essencial na
construção de um mundo melhor. Quem escreve deve sempre se perguntar a quem
serve a sua escrita? E posso dizer convictamente, que nestes 25 anos
completados agora em abril, em que escolhi o ofício de escritor-poeta, a minha
obra não serve aos exploradores deste mundo, porque não se senta na roda dos
malfeitores, como diz o Salmo primeiro.
O congresso foi encerrado ontem e
com o cordel fazendo parte desta luta da @cspconlutas

















































