Quando coloco a lupa em meus olhos e aproximo o passado do presente, vejo o quanto cheguei distante através levado pelo poder da escrita, que teima em deixar marcas nos seres que escolhem para serem arautos da palavra. Vinte e cinco anos depois de ter me embrenhado pela seara do cordel, vejo que atravessei desertos inabitáveis, plantando a semente da poesia, para colher frutos vindos pelas páginas dos livros que acalentam milhares de leitoras e leitores por este Brasil afora.
Escrever é uma tarefa ardorosa, exigente,
é leitura constante e uma quantidade infinita de pesquisas para colher sementes
e lançar no terreno fértil de cada leitor e leitora que passa a acreditar
naquilo que o estro poético nos ofereceu. Hoje são mais de 100 obras publicadas,
entre livros e folhetos, que já chegaram a milhares pessoas nos quatro cantos
deste país. Vivo atrás da melhor palavra, do enredo agradável, da poesia potente
para atrair e me fazer lido por aqueles e aquelas que abrem uma brecha e
oferecem um lugar na sua estante para um dos meus livros fazer morada.
Esta forma poética me ofereceu espaços
singulares no meio da literatura: minha primeira palestra aconteceu em uma
faculdade para futuros Assistentes Sociais, a segunda para um grupo de
professores e professoras, que em 2001, homenageavam o educador Paulo Freire. desde
então pisei em escolas e universidades; casas de cultura, bienais, Sesc, Senac,
formação pedagógica, programas de rádio e televisão, documentários, temas de
mestrado e doutorado, apresentação em praças que acolheram este gênero literário.
25 anos, de gratidão e honra pelo que fiz, é continuar semeando entusiasticamente,
com um diferencial, saber que o cordel já me proporcionou aprendizado e experiência,
mas que pode me escancarar porta e janela no próximo quarto de século.

















































