Esta semana acabei de ler mais um livro do autor paraibano José Sarmento, que tem 15 livros publicados. Depois de uma vida de trabalho no cinema para ganhar o pão de cada dia na Pauliceia Desvairada, começou a se dedicar à literatura e tem nos oferecido obras que viajam pelo mundo complicado de uma metrópole como São Paulo. Mergulhar na sua literatura é adentrar nos problemas sociais e se perguntar como e por que na cidade mais rica do país, ainda existem milhares de pessoas que passam fome, moram na rua ou estão desempregadas?
Trabalhador aposentado, encontrou
na literatura periférica uma maneira de continuar participando e militando
sobre a vida da cidade. Interferindo de forma direta através dos saraus e das
palestras que faz nas escolas para as quais é convidado. Neste livro Encarniçados,
José Sarmento mergulha nos protestos de 2013, quando milhões de pessoas foram à
rua protestar por conta de 20 centavos no aumento da passagem e cooptados pela
extrema direita, terminou culminando com o golpe parlamentar contra a
presidente Dilma Rousseff em 2016.
Este livro com personagens
curiosos lança luzes para entender porque muitas pessoas no alto da exploração,
se entregam para protestar contra aquilo que os oprime e mata, a exemplo de uma
escala 6x1 que teima em tirar o sangue dos trabalhadores. Quem quiser lê-lo venha
preparado para se armar de conhecimento para protestar contra tudo que sufoca o
trabalhador, oprime as mulheres e tem verdadeira ojeriza por preto, pobre e
favelado. É literatura para principiantes, mas também para quem tem a coragem
de se perguntar, se vale a pena ficar calado diante de tantas injustiças? Nas
obras deste autor, percebemos o quanto é importante os editais de fomento à
literatura, pois é por causa deles, que temos autores periféricos sendo
publicados. Viva a poesia, viva o caos quando é para consertar o que está
errado.















































