É importante cada profissional ter a verdadeira dimensão daquilo que faz e da contribuição oferecida a sociedade, bem como do alcance conseguido dentro do propósito que seu trabalho se propõe. Ser escritor é viver se perguntando se está no caminho certo e fazendo o possível para o seu livro chegar às mãos das pessoas. É preciso tomar cuidado para não medir a carreira literária apenas pelo sucesso financeiro, pois é uma vereda perigosa, pois temos escritores milionários, porém se a obra for avaliada, não deixa uma grande contribuição à humanidade.
É necessário vigilância para não
se tornar medíocre, tampouco um doente vaidoso, achando-se o melhor do mundo e,
que mesmo assim a obra não tem o alcance merecido. É uma linha tênue, com a qual
todos nós da escrita temos de aprender a administrar em vista do ofício de
escritor ser vivido de maneira satisfatória.
Vivo há um quartel de literatura,
e me faço essas perguntas para descobrir a real dimensão daquilo que sou, bem
como a quem minha obra serve na sociedade? Sempre me pergunto se os holofotes
são tão importantes, qual preço estou disposto a pagar? E se conseguir, tais
holofotes o que deixei de ser para aparecer aquilo que não sou? O ofício do
literato é precioso e, quem zela por ele, toma as precauções para não se perder
na estrada. Em minha obra quero servir as causas que realmente importam, como
esta contra o racismo, não podemos continuar calados diante da tragédia do
preconceito. O amor realmente vence o racismo? Pensemos!

















































