quarta-feira, 22 de abril de 2026

CORDEL CABE EM TODO CANTO

 












 O cordel cabe desde a história mais singela a narrativa mais acirrada sobre política e direitos sociais, por isso que seu criador, Leandro Gomes de Barros nunca se furtou de abordar temas complexos a época e denunciar os desmandos de políticos e empresas estrangeiras, que já exploravam os trabalhadores e trabalhadoras que davam suor e sangue e quase nada recebiam por isso.

Partindo deste princípio leandrino, junto com @nandopoeta e outros poetas e poetisas acompanhei mais uma vez o Congresso da CSP-Conlutas que reuniu várias entidades Sindicais que para mim se tornou um momento especial de aprendizado, para beber em fontes seguras, e avançar para águas mais profundas. Conhecer histórias de pessoas que renunciaram suas vidas para se entregar a causa do bem comum.

Conversei com sindicalistas que poderiam estar em suas casas tranquilas, mas preferiram viajar mil, dois, três, quatro mil quilômetros para alimentar a alma e fortalecer a luta pela terra, moradia, educação e tantas coisas de qualidade para todos.

A literatura terá sempre um lugar para ajudar na peleja por direitos e igualdade, instrumento importante para oxigenar a batalha árdua e mostrar que a cultura é parte essencial na construção de um mundo melhor. Quem escreve deve sempre se perguntar a quem serve a sua escrita? E posso dizer convictamente, que nestes 25 anos completados agora em abril, em que escolhi o ofício de escritor-poeta, a minha obra não serve aos exploradores deste mundo, porque não se senta na roda dos malfeitores, como diz o Salmo primeiro.

O congresso foi encerrado ontem e com o cordel fazendo parte desta luta da @cspconlutas

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