terça-feira, 13 de maio de 2014

A MÃE ABANDONADA



No dia das mães os bons filhos mostram seus melhores sentimentos para homenageá-las, mas nem sempre é assim. Não deve existir uma dor maior para uma mãe do que ser abandonada pelos filhos, justo quem, ela mais deu carinho e amor, ou melhor, a sua vida. Uma mãe sem identidade, mas nem por isso anônima, amarga a dor do abandono e da indiferença... É o que veremos neste cordel que é um pedido de socorro e um alerta aos filhos desnaturados.

O valor de uma mãe
Presente caro não paga
Ouro nenhum lhe compensa
Ferrugem jamais estraga,
O amor de dez mulheres
Não preenche a sua vaga.

O carinho dessa figura
É algo tão valioso
Que salva um f ilho perdido
Acalma o outro nervoso
Abranda o f ilho valente
E transforma o orgulhoso.

(...)

— Onde estarão meus filhos
Que eram tão sorridentes
Como vivem, o que fazem,
Serão tristes ou contentes,
Amam os filhos que tiveram
Ou lhes são indiferentes?

Quando crianças, no colo,
Tantas vezes embalei.
Com o meu leite materno
Cada um amamentei
Dedicada e desvelada
A todos alimentei!

Estão todos ocupados
Que nem se quer tem lembrança
Dessa mãe abandonada
Tristonha sem esperança,
A quem só lhes deu carinho
Tem ódio como vingança.

Ah! Se eles entendessem
Que minha falta de sono
É por ficar neste asilo
Igualmente um cão sem dono
E sentirem como é triste
Sentir a dor do abandono!

Com os seus filhos, meus filhos,
Alegram o seu coração?
Cuidam deles como eu
Deles cuidei com paixão
E depois ser relegada
A mais triste solidão?

Esta capa foi feita pelo ilustrador André Mantoano
SERVIÇOS:
Tamanho: 15x11
ISBN 978-85-7410-051-7
Valor: R$ 3,00
Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br


segunda-feira, 12 de maio de 2014

BODEGA DO BRASIL DE MAIO

Pelo segundo mês consecutivo participei do SARAU BODEGA DO BRASIL. Lá tive a oportunidade de divulgar meu novo cordel A SAGA DO NORDESTINO EM SÃO PAULO. Foi um evento legal e participativo, pois desfilaram pelo palco entre outras autarquias, Carlos Malhungo, Cacá Lopes, João Batista Cidrão, Josué Campos, Adão (apresentador do evento) Gilda Nunes, além de outros convidados e uma dança bonita feita por três meninas maravilhosas.







terça-feira, 6 de maio de 2014

A SAGA DO NORDESTINO EM SÃO PAULO


As dores e a falta de esperança geradas pela seca nordestina estão retratadas nesta obra que, por sua vez, aponta os sonhos, as lutas, as lágrimas e a saudade de uma terra que eles deixaram para trás, mas que jamais saiu do seus corações. Após conquistar o primeiro lugar em concurso nacional de cordel, este texto ganha uma nova edição para chegar a outros leitores e amantes da poesia, a fim de que conheçam um pouco da saga dos nordestinos na cidade de São Paulo.

Jesus Cristo, nada faço
Sem que o Senhor me mande.
Afinal, sem vossa ajuda,
Mente nenhuma se expande
Porque, pequeno, sem ti,
Jamais fará coisa grande!

A humildade é virtude
Que em toda pessoa cabe.
Ensina a não se exaltar,
Tampouco que alguém o gabe;
Quando sabe se comporta,
Sabendo que pouco sabe.

Ciente da enorme falta
Do saber que me enfeitiça;
Mandado pelo cordel,
A mente cobra e atiça
Para revelar ao mundo
Uma cruenta injustiça,

Ocorrida ao nordestino,
Da forma mais humilhante:
Enfrentar bravos verões
De calor agonizante...
E que causa a região
A defasagem constante.

Esta capa foi feita pelo ilustrador Walfredo de Brito.
SERVIÇOS:
Tamanho: 15x11
ISBN 978-85-7410-159-0
Valor: R$ 3,00

Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A PRIMEIRA VEZ


Toda primeira vez causa medo e até arrepio. O receio da frustração e da dor podem ocasionar sérios problemas e gerar insatisfações para o resto da vida. Uma menina insegura e amedrontada é convencida a fazer o procedimento necessário para que fique feliz e com a certeza de que nem tudo parece o que muitos dizem ser.

Veja as primeiras estrofes:

No lugar já preparado
Ela se senta e reclina,
Os seus músculos se contraem,
Fica nervosa a menina,
Devido à ansiedade
Sobe-se a adrenalina!

Ele se aproximou,
Ela queria afastá-lo,
Mas tudo já estava pronto,
Não tinha como evitá-lo.
Aos poucos ele encostava
Na boquinha do gargalo.

— Menina, por que o medo?
Relaxe tranquilamente!
Disse não com a cabeça,
Porém, não foi convincente!
— Tenha calma minha flor,
Eu sou muito experiente!

Esta capa foi feita pelo ilustrador Walfredo de Brito.
SERVIÇOS:
Tamanho: 15x11
ISBN 978-85-7410-160-6
Valor: R$ 3,00
Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br


terça-feira, 22 de abril de 2014

LUZEIRO RELANÇA MAIS UMA OBRA DE LEANDRO GOMES DE BARROS


HISTÓRIA DA ÍNDIA NECI

A Editora Luzeiro relança mais uma obra do fundador do cordel, Leandro Gomes de Barros, desta vez a HISTÓRIA DA ÍNDIA NECI, que conta como: “Um português mentiroso colocou o governo da capitania da Paraíba do Norte contra uma tribo. Provocou uma tragédia imensa, entre os índios e brancos porque, Neci, a índia mais linda da aldeia, só tinha olhos para Jupi, seu amado. Essa guerreira fará de tudo para defender seu povo, proteger seu amor e viver seu sonho encantado.
Abaixo segue as primeiras estrofes:

Setenta anos depois
Que o Brasil foi descoberto
Ainda havia muitos índios,
O País era deserto;
Todo solo brasileiro
Era por mato coberto.

O governo português,
A fim de colonizar,
Mandava governadores
Aos índios domesticar,
Dizendo: — Uma tribo ou outra
Pode se civilizar.

Na Paraíba do Norte
Chegou na capitania
Um donatário cruel,
Que uns horrores fazia.
Simpatizou com uma tribo
Que ali perto existia.

Tanto que diversos índios
Já falavam português;
O chefe da tribo era
Um índio muito cortês,
Já cultivava a terra
E observava as leis.

Esta capa foi feita pelo ilustrador Walfredo de Brito.
SERVIÇOS:
Tamanho: 13,5x18
ISBN 978-85-7410-189-7
Valor: R$ 5,00
Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br


segunda-feira, 21 de abril de 2014

LUZEIRO LANÇA MAIS UMA OBRA DE ANTÔNIO TEODORO DOS SANTOS

A SEREIA DO MAR NEGRO

Ninguém se queixe da sorte
Que morada ela não tem.
Às vezes pode baixar
Na casa dum João Ninguém.
Afugentando a miséria,
Deixando a estrela do bem.

Era um casal pobrezinho
Que vivia numa aldeia
Do qual nasceu um filhinho
Lindo como a papa-ceia:
Trouxe a sorte de monarca
Esposo de uma sereia.

Era tão pobre essa gente
Que não achava padrinho
Pra dar o santo batismo
Ao seu amado filhinho.
Foi o jeito oferecê-lo
A um mendicante velhinho.

SERVIÇOS:
Tamanho: 13,5x18
ISBN 978-85-7410-193-4
Valor: R$ 5,00
Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br


quinta-feira, 17 de abril de 2014

A DIFÍCIL VIDA FÁCIL


Mais uma obra de minha autoria publicada pela Editora Luzeiro, que tem acreditado em nosso trabalho e a quem serei eternamente grato. Este livro narra à trajetória de Creusa Marinho, jovem com uma história sofrida, mas cheia de dignidade. Esta menina enfrentou as mais terríveis adversidades e contra sua vontade fez aquilo que jamais sonhou para si. Uma singela homenagem a todas as melhores acusadas de terem uma vida fácil. As ilustrações que embelezaram este livro foram feitas pelo competente ilustrador paraibano Walfredo de Brito. Abaixo estão as primeiras estrofes.

“A difícil vida fácil”
É difícil de viver
Para quem não quer e vive
Sendo obrigada a fazer
Aquilo que nunca quis
Mas é impelida a ser.

Quem gosta de condenar
Ou se inflamar de ira,
Ao invés disso, entenda;
E ponha o amor na mira
Do seu dedo e não aponte
Aos outros sua mentira.

Por trás duma prostituta
Muita coisa se esconde,
Como exclusão e peso
Mais pesado que um bonde.
As vezes grita socorro,
Porém ninguém lhe responde.

Chamo-me Creusa Marinho;
Já minha mãe é Raquel.
Nunca conheci papai;
Meu irmão é Manuel,
Que quase se tornou pai,
Mas declinou do papel.

Mergulhe nesta leitura que certamente emocionará você.

SERVIÇOS:
Tamanho: 13,5x18
ISBN 978-85-7410-179-8
Valor: R$ 5,00
Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br



HISTÓRIA, VIDA E MORTE DE LUIZ GONZAGA

Este cordel escrito por João Firmino Cabral, à época da morte do Rei do baião Luiz Gonzaga, ganhou agora uma nova roupagem para encantar ainda mais seus leitores. Além da história de Gonzaga, suas mais de cem letras colocadas neste livro, também foram acrescentadas belíssimas ilustrações de nosso artista Walfredo de Brito. Vale a pena conferir
Esta obra escrita sem muita pretensão, numa singela homenagem ao cantor de Asa Branca, mas que o tempo se encarregou de torná-la um dos títulos mais vendidos da editora Luzeiro. Agradecemos a colaboração de Cacá Lopes e José Paulo Ribeiro.

Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br
SERVIÇOS:
Tamanho: 13,5x18
ISBN 978-85-7410-182-8
Valor: R$ 5,00


segunda-feira, 7 de abril de 2014

PALESTRA NO COLÉGIO JOÃO 23

No último dia 04/04 estive no colégio João 23 localizado na Av. Penha de França, 35 para me encontrar com diversas turmas da unidade. A ida a escola foi patrocinada pela editora Nova Alexandria e pelo trabalho incansável do Diego e da Luciana divulgadores da editora. Fiz quatro palestras nas quais tive a oportunidade de conversar com as turmas simpaticíssimas sobre as adaptações do livro MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS e de A ESCRAVA ISAURA. Foram momentos agradáveis junto daqueles alunos ávidos por conhecimento e participativos. Agradeço a todos que se envolveram para que este momento acontecesse.

























CORDEL NA DRE DA FREGUESIA DO Ó


No dia 27/03 estive na DRE (Diretoria Regional de Ensino) da Freguesia do Ó, em um encontro com os professores que trabalham na sala de leitura para falar sobre o livro MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS EM CORDEL. Minha participação nessa formação mensal desses agentes da leitura se deu graças a articulação da amiga Lucineide divulgadora e amante incondicional do cordel. Agradeço a todos os professores que estiveram presentes no período da manhã e da tarde para discutirmos literatura, desta vez o gênero cordel. Aproveitei a oportunidade para divulgar meu novo livro O MASSACRE DE CANUDOS. 










terça-feira, 25 de março de 2014

O MASSACRE DE CANUDOS É LANÇADO EM FORMATO DE LIVRO



Veja um pouco sobre meu novo livro O MASSACRE DE CANUDOS publicado pela editora Luzeiro.

APRESENTAÇÃO

Os bons ares do fiel Conselheiro

A campanha de Canudos foi revelada ao Brasil por Euclides da Cunha. Suas reportagens para o jornal O Estado de São Paulo deram vida plena ao celebrado Os sertões, livro capitular para qualquer curioso que queira caminhar pelo episódio. Enquanto Euclides transformou-se no porta-voz da literatura brasileira oficial, outros menos laureados, porque do povo, não cansaram de escrever sobre a façanha do Conselheiro e seus sertanejos. Foi o caso de Manuel Pedro das Dores Bombinho que, em 1898, escreveu Canudos, história em versos. Bombinho fora soldado da quarta expedição e observador dos conflitos em 1896. Escreveu quase seis mil versos para contar o entrevero e se referir a Antônio Conselheiro como uma besta travestida de anjo:

Manhoso, malvado era ele
Com capa de santo enganava
Ao bom povo d’aquele sertão
Com doçura a eles falava.
(...)

Agora com esta edição em livro, Varneci e a Editora Luzeiro colocam o Conselheiro no seu lugar devido: o poema é a marca da transição do jovem poeta para a maturidade literária. Ilustrado por Severino Ramos, o poema sofreu novo processo de edição em uma moldura mais luxuosa preparado para novos voos comerciais. Lendo os versos bem alinhavados cremos que o poeta cumpriu a orientação de Euclides da Cunha: Aquela campanha lembra um refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime.
Denunciemo-lo.

Aderaldo Luciano
Rio de Janeiro, dezembro de 2012
SERVIÇOS:
Tamanho: 14x21
ISBN 978-85-7410-008-1
Valor: R$ 15,00

Vendas pelo e-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br