quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A TRAGÉDIA DO FEMINICÍDIO

 


Você deve estar estranhando meu post no último dia do ano, mas não posso fingir que nada aconteceu aqui no povoado Salgado ontem, quando fomos surpreendidos pelo horror do feminicídio. Hoje não existirá feliz ano novo para as famílias de quem morreu e de quem matou, tampouco para uma criança privada da presença carinhosa da mãe. A humanidade caminha para o colapso, tendo em vista que somos a única espécie que nos autodestruímos. As famílias precisam mudar o rumo da educação dos filhos, porque deve existir algo de errado, a julgar pela quantidade de homens matando mulheres, unicamente pela sua condição de ser mulher.

Nestas pequenas comunidades, normalmente as pessoas se conhecem, os filhos são criados juntos, boa parte são parentes. Cresce entre a gente um instinto de proteção coletiva. Primos se casam com primas, famílias amigas se tornam a mesma família por conta dos casamentos, do compadrio, enfim todos constroem laços afetivos. Infelizmente nem isto tem bastado, porque o Brasil se tornou um país com uma estatística terrível, a cada seis horas uma mulher é morta por dizer não. É urgente os meninos aprenderem a respeitar o término dos relacionamentos. Todas estas violências são filhas do patriarcado, que se torna machismo, migram para a misoginia e findam no feminicídio. É pela condição dela ser mulher que o crime acontece, pois se fosse com um homem dificilmente agiria desta forma.

Urge os rapazes acatarem o não, pois ninguém é dono do corpo delas, que podem rejeitar quem não lhe agrade mais. As meninas devem se proteger, percebendo os sinais violentos nos “machos” ridículos, para evitar o relacionamento, onde exista a possibilidade de colocar a sua existência em risco. Lamento que esta violência dilacerante tenha chegado ao pacato povoado e tirado precocemente a vida de Joseane Santos de Jesus, mais uma vítima da covardia masculina. Até quando o corpo das mulheres servirá como objeto de pancada de homens violentos e desiquilibrados? Que neste novo ano, passemos a refletir e combater este mal, conversando sobre este assunto no dia a dia, para revertermos este quadro tenebroso que tira a vida de milhares de mulheres.

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

AGRADECIMENTO A PAPAI

 




A cada ano que retorno para rever os familiares surgem algumas perguntas: valeu a pena me afastar dos meus pais? No passado, com a experiência de hoje, teria coragem de fazer a mesma coisa? Encontrei o que procurava? Realizei os sonhos? São perguntas difíceis de responder, porque cada atitude tomada é feita a partir dos elementos cognitivos que temos. De uma coisa tenho certeza: é ruim não conviver com os pais, se temos uma relação saudável.

Reencontrar papai é uma bênção, todavia é impossível recuperar os 28 anos distante de sua presença física. Neste período aconteceram coisas comigo e com ele, que não acompanhamos, e por mais que contemos, pormenorizadamente, é difícil alcançar a dimensão. Por isso, as relações devem ser intensas, para ao menos se tentar preencher as lacunas abertas pelos anos.

Papai, como dizem no Nordeste, possui o calete bom, e antes que alguém diga que não sabe o que é, calete significa (compleição física, constituição robusta, qualidade, categoria) está no dicionário. Normalmente, as pessoas dizem essa palavra em relação a não ter cabelo branco, por isto bem conservado. Papai é destes que tem pouco cabelo branco, contudo em cada fio pintado pela tinta dos anos, percebo o acúmulo de experiência, de aprendizado, acompanhados pela preocupação para criar uma família numerosa.

As carcarquilhas do seu rosto trazem as marcas do sol causticante que lhe roubou muito suor, em alguns anos sequestrou a plantação e em outros impediu uma colheita farta, mas quando foi equilibrado proporcionou uma produção generosa. Os homens do campo são castigados pelo clima, afinal todo floricultor terá as mãos cheirosas, como toda pessoa queimada pelo sol trará as rugas na pele. Agradeço a papai, o pai que foi e tem sido. Espero que ele desculpe as minhas falhas e ausências, porque cobranças eu não tenho direito de fazê-las a quem fez o possível para que eu tivesse o necessário.

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

ENFRENTAR COM RESIGNAÇÃO




 

Toda pessoa que passa por uma enfermidade grave, precisa reaprender um monte de coisas, inclusive a sorrir, brincar que é o que Erivania e eu sempre fizemos juntos. Diante de tudo que ela passou, continuar viva, se recuperando é uma benção que devemos agradecer sempre, e por isso cá estamos, voltando a dar o ar da graça, lembrando que a vida segue nos brindando com a sua presença e nos oferecendo a oportunidade de aproveitar da presença amorosa daqueles e daquelas que nos rodeiam e se tornaram o amparo necessário nos momentos aflitivos.

Este período que ela vive me lembra os dois últimos anos de vida de mamãe, com uma grande diferença, que Erivania está se recuperando com a possibilidade de voltar a andar. Mamãe, infelizmente não teve essa chance, tendo em vista as comorbidades e a idade.

Não estou fazendo nenhum exibicionismo, apenas refletindo sobre um assunto que carece de nossa atenção, que é o autocuidado que deve ser levado a sério, em vista de evitarmos um mal maior. Ter a consciência de que, quando o cuidado não bastar, poderemos contar com o auxílio da ciência, que pode ser ajudada pelo recurso da fé para quem possui alguma crença.

Diante de qualquer adversidade é importante saber que o amor da família é parte essencial para uma recuperação plena e menos dolorosa. A positividade de todos é um fator decisivo para se conquistar a saúde desejada e o equilíbrio sonhado.

sábado, 27 de dezembro de 2025

AS BRINCADEIRAS DE ERIVANIA

 



Ninguém pode frear o dinamismo existencial. Ano passado todos lembram das minhas brincadeiras com Erivania, sempre em movimento, porém atualmente ela está se readaptando a uma nova realidade, imposta por uma enfermidade que acomete mais de 50 milhões de pessoas em todo planeta. A diabetes pode se tornar uma doença limitante, pois tem levado pacientes a viver de outra forma. É preciso um esforço imensurável para aderir com resignação e amor para encontrar leveza e tornar o fardo leve e suave.

O seu período de adoecimento foi pesado e doloroso, contudo a graças a fé, a vida continuou estuante. Graças aos cuidados médicos, Deus lhe ofereceu mais uma oportunidade de aprender que ela é um bem precioso, ainda que estejamos limitados. Erivania sempre foi ativa, exerceu diversas atividades, deu conta do serviço doméstico e gratuito feito pelas mulheres, sem contar a responsabilidade da maternidade.

É necessário maturidade em vista de seguir em frente, buscar caminhos para facilitar aquilo que as circunstâncias dificultaram. Erivania continua brincalhona, mas vez por outra lhe pego com este olhar fixo na imensidão, talvez meditando sobre essa nova etapa que enfrenta nesta seara planetária, ter de se acostumar que agora precisa contar com a solidariedade de quem se encontra mais perto. Nestes momentos vemos que não somos autossuficientes em absolutamente nada, nos acontecimentos simples complexos podemos entender que nossa existência é uma teia tecida pela fraternidade.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O QUE É MACHISMO?

 



Pedi a musa divina

Para ficar do meu lado,

Me inspirar cada verso,

Poético e metrificado.

Com o leitor compartilho

A descrição de um filho

Filho do patriarcado.

 

O nome dele é machismo

Sistema velho de crenças

Espalhadas no planeta

Baseado em diferenças

Julgadas superiores

Nesta lista de horrores

Tem perigosas sentenças.

 

Dentre as obras que publiquei no decorrer deste ano, se encontra esta que discute um assunto estrutural clamando em ser superado, mas que infelizmente, cada vez mais mostra sinais de sua força e penetração nos meios da sociedade, que por ser patriarcal, se espalhou nos segmentos sociais. Muitas vezes se mostra sutil, porém em várias ocasiões se revela causador de sofrimento imensurável nas vítimas. Ele causa dicotomia: as mulheres que sofrem seu peso, reclamam da opressão, enquanto os causadores afirmam que não existe, que é uma invenção delas, daí não assumirem sua prática, elas continuam oprimidas e silenciadas pelo seu poder destruidor.

O cordel sempre foi uma ferramenta de conscientização, por esta razão procuro discutir estes temas relevantes para que a poesia ajude a debater este assunto que fere, quando não de morte, machuca o íntimo das pessoas. Quem escreve deve apontar sua caneta para impulsionar a discussão e ajudar no crescimento, sobretudo dos homens em quem o machismo está impregnado e causando destruição. É preciso educar os meninos de forma diferente, porque só assim o machismo será banido da sociedade.

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

NATAL PARA CELEBRAR O QUE MESMO?

 




A primeira vez que ouvi falar em celebração de Natal, foi no ano de 1987 quando fui passear em São Paulo. Passei esta data na casa de Tio Belo e tia Deci numa festança animada. Para mim uma criança de apenas nove anos, tudo era novo e bonito, até que por um tempo aceitei que as luzes teriam alguma relação com Jesus de Nazaré, mas bastou um bocadinho de entendimento para ver que não faz jus ao divino mestre.

Com o passar dos anos fui amadurecendo e entendendo que cada vez mais as comemorações se afastavam do personagem que se pretende homenagear. Gradativamente Jesus vem sendo substituído pelo tal do Noel e, por um consumismo desenfreado, pessoas que naufragam no mar revolto de dívida, em nome de uma comemoração vazia que afaga mais o próprio ego, ao invés de dominá-lo. A força de Jesus Cristo é tão grande que ocupou o lugar de uma festa pagã para que o divino mestre se tornasse o sol brilhante na vida das pessoas que dizem acreditar nele, porém o consumismo, as luzes, o papai Noel são invenções do capitalismo tomando o lugar do aniversariante.

Depois de mais de trinta anos, estou passando o natal com papai e dois irmãos na roça, sem nenhuma comemoração, mas ao menos posso enxergar as estrelas sem as luzes artificiais, papai homem de costume rural já está devidamente deitado e os dois irmãos interneteiros no lugar que todo adolescente da idade deles estão agora: grudados na tela de um celular perdendo tempo com o nada, deixando de viver o presente e comprometendo gravemente o futuro. Confraternizar entre família e amigos é salutar, escrever e pensar sobre a sociedade líquida e vazia que vivenciamos também pode ser útil. Torço para que nesta data, Jesus possa romper a barreira criada pelo ódio, pelo escárnio contra os pobres, para que o amor e a fraternidade possam ocupar o vácuo existencial. Que as pessoas voltem a dialogar umas com as outras e os celulares ocupem menos espaço entre os seres humanos.

sábado, 20 de dezembro de 2025

OFÍCIO DA ESCRITA

 



Quem vive da escrita, precisa enfrentar os perrengues vindos deste ofício, porque em qualquer missão, estamos sujeitos aos altos e baixos. Às vezes você pode ser um excelente escritor, entretanto nunca ter um livro que alcance o grande público por falta de uma divulgação poderosa. Nem sempre o best seller é a melhor obra em conteúdo, contudo a campanha de propaganda consistente, pode levá-lo a alcançar uma inserção considerável. Em alguns casos o livro acontece pela propaganda feita de boca em boca, mas como é uma exceção, não serve como parâmetro.

Temos livros de cordel excelentes, porém como nunca tiveram uma campanha publicitaria adequada, ficam restritos ao pequeno público, impossibilitado de ser uma fonte inesgotável de sabedoria, que poderia atingir milhões de leitoras e leitores. Apesar da internet nos possibilitar fazer a nossa própria divulgação, nem sempre o autor sabe trabalhar adequadamente com as ferramentas que ela nos oferece, por isso, precisamos ter em mente, que o investimento na divulgação deve considerado da mesma forma que separamos o dinheiro para impressão.

Para exercer o ofício, devemos respeitar a nossa atividade, para que jamais lancemos de qualquer jeito, sob pena de ficarmos sem o respeito de quem a consome. Do folheto ao livro, precisamos caprichar na qualidade para evitarmos as críticas negativas, porque se já difícil com as pessoas falando bem, imagine quando se espalha negatividade. O ofício de poeta deve ser exercido com todo esmero possível para que a sua produção seja um louvor a poesia para que se torne ainda mais conhecida e amada.

 

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O PRIMEIRO CORDEL PUBLICADO NA LUZEIRO

 


Conheci o cordel lendo os folhetos da Editora Luzeiro, feitos com capa colorida, tamanho 18 por 13,5 cm, diferente daquele menor, em sua maioria sempre preto e branco. Papai comprava-os na feira de Ribeira de Pombal, na Bahia, deste modo esta literatura povoou meu imaginário. O fato dele escrever me inspirou a compor os primeiros versos ao seu lado, depois encontrar o caminho sozinho, tendo em vista que parti de casa, fiquei sem o companheiro de escrita, daí tive de me virar sozinho. Em 2001 lancei a primeira obra, trilhei por veredas, enfrentei espinhos, até as portas da Luzeiro se abrirem para mim, em 2006. Nesta época já tinha vendidos cerca de 20 mil exemplares.

A importância dessa casa publicadora era grande ao ponto de os poetas entenderem como grande, qualquer autor publicado por ela. Considerei uma conquista enorme ter O MASSACRE DE CANUDOS lançado pela mais respeitável editora de cordel do Brasil. Tive a notícia de que o cordel seria publicado através de Marco Haurélio, ainda no último ano de faculdade. A impressão foi feita em 2007, e eu já residia aqui em São Paulo. Lego fui conhecer o editor Gregório Nicoló, e daí por diante nossa amizade cresceu ainda mais.

Ao pegar o folheto em mãos foi uma emoção indescritível, finalmente era publicado por uma editora que não precisei gastar nada, recebi o direito autoral, a chamada conga. Como era praxe no meio cordelístico, vendi a obra para esta casa publicadora. Canudos sempre foi um assunto relevante, daí foi parar nãos páginas da Caros Amigos através do jornalista Nicodemus Pessoa. O folheto deu tão certo, que depois Gregório resolveu lançá-lo no formato de livro, provando a pujança que a poesia cordeliana vinha ganhando nos anos 2010. Canudos continua ainda desconhecido para muitos e precisamos de novos olhares sobre esta página da história brasileira.

 

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

CORDEL SOBRE CORNO

 



Desde o começo da minha história com a escrita, publiquei títulos cômicos, procurando provocar risos. Desde o princípio o ofício se tornou a fonte de renda, o cordel de gracejo vende mais fácil e até instiga a venda dos demais. É feito político que tem muito voto e consegue eleger vários candidatos. Escrevi UM CORNO PARA CADA DIA DO MÊS, INICIAÇÃO SEXUAL NA ZONA RURAL, MULHER ENCALHADA, entre outros.

Nos anos 2010 me tornei, no meio cordelístico, “o poeta engraçado”, ao lançar Os 10 mandamentos do preguiçoso, Pergunta idiota, tolerância zero, e mais um bocado de cordéis humorísticos. Como estava ficando marcado pela veia cômica, vi as outras produções serem deixadas de lado pelos leitores e leitoras, que só queriam olhar para os engraçados. Neste ínterim, comecei a frear essa produção, para abordar temáticas sociais a fim de tornar o todo poético mais abrangente, em minha singela obra.

O cordel dos cornos, entretanto continuava fazendo sucesso, vendi mais de cinco mil exemplares e quando o jornalista da Caros Amigos, Nicodemus Pessoa conheceu o folheto, estampou em seu artigo, a capa falando dele e de um cordel sobre seu Lunga, personagem de sucesso nos cordéis engraçados, este de autoria do saudoso Arievaldo Viana. Dos 106 títulos publicados, entre livros e folhetos, quase 30 são humorísticos, um número razoável, os demais versam sobre inclusão, romance, história, bíblia, preconceito, feminicídio, enfim busco me antenar com os assuntos de interesse pela sociedade.

A escrita é um processo e naturalmente vamos amadurecendo e lapidando, em busca das pérolas, ainda que seja difícil encontrá-las. Não me envergonho de nada do que escrevi, mas não posso fazer de conta que não progredi e quem percebe isto numa profissão vai procurar cada vez mais se esmerar pela qualidade.

 

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A INCERTEZA DE VIVER DE LITERATURA

 



Já contei em outras postagens que quando saí de casa nem imaginava trilhar pelo caminho da escrita, tampouco me transformaria em escritor, muito menos que seria o meu ganha pão. Mas como diz Aderaldo Luciano que “o cordel é quem escolhe”, deste modo fui fisgado por este gênero literário em 1998 ao escrever o primeiro e ao publicá-lo em 2001 nunca mais me libertei desta aventura fascinante.

Ser poeta tem um mistério desafiador, pois sabemos que grandes autores brasileiros para sobreviver tinham outro emprego, entretanto ousei viver apenas da bondade da poesia que me foi apontando caminhos para serem trilhados. Sempre contei com pessoas que me apoiaram nos momentos decisivos ou de dúvidas, afinal ninguém chega em lugar nenhum sozinho, pois acompanhado é mais divertido bem como a estrada se torna mais curta. Se a poesia vive escondida, encontrá-la é viver futucando as palavras, achando o que ninguém achou, é como disse alguém “tirar de onde não tinha e colocar onde não cabe”.

Há vinte e quatro anos vivo neste limiar, e quando tudo parece escurecer, uma chispa vem ao meu encontro para se abrir uma larga estrada pela frente. Nas oportunidades que me aparecem procuro incentivar a quem está se achegando no mundo literário, afinal o neopoeta limitado de hoje, pode se revelar um gênio amanhã. É prudente respeitar quem está começando, porque o incauto de agora, futuramente pode se tornar uma sumidade. Viva seu sonho, não deixe ninguém lhe tirar este direito.

 

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domingo, 14 de dezembro de 2025

NASCIMENTO DE MAIS UM LIVRO

 












Ontem foi dia de celebrar o nascimento de uma nova obra, trazida a lume pelo Josué Gonçalves de Araújo, que há tempos viaja pelo mundo literário, através das palavras e dos livros. Publicou seu primeiro cordel pela editora Luzeiro, intitulado O coronel avarento e, há mais de 15 anos vem construindo uma carreira no meio da poesia. Arrojado e criativo, criou sua própria editora chamada Areia Dourada e além das obras dele, abriu as portas para acolher outros autores.

Transcendeu a escrita do cordel, e publicou por sua editora A Jornada do cão cara-de-mel que “vaga pelas ruas de São Paulo em busca de respostas sobre seu passado, carregando apenas fragmentos de memória de uma vida em que era chamado de Melinho por crianças que o amavam.” Uma aventura que recomendo a leitura, porque através da literatura viajamos sem sairmos de casa.

A convite de Cleusa Santo, o lançamento aconteceu dentro do XXV Encontro de Contadores de história do Poder do Conto, evento promovido e organizado por essa poeta extraordinária, que semeia arte por onde passa. Ontem este grupo encenou Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. O trabalho desenvolvido com a terceira idade é a possibilidade de manter essas pessoas em plena atividade e produzindo para depois compartilhar arte.

 

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