“Muitos costumam dizer que a vida é dura para quem é mole.” Não sei se essa máxima é tão verdadeira, mas em todo caso, expus aqui para ao menos nos servir de inspiração. Ninguém é obrigado a ser forte o tempo inteiro, lutar tanto por uma coisa, sentir que é escolha visceral, ainda assim não consegue, por mais que batalhe ardorosamente. Para os que nascem em berço de ouro, chegam ao mundo com o caminho aplainado, todavia as camadas mais pobres vivem padecendo do nascer ao morrer, são vítimas constantes tanto da sociedade como injustiçados pelas instituições que deveriam protegê-los.
Permanecer firme em um foco, é uma façanha digna de
admiração porque quando a vida adulta chega, precisa prover o próprio sustento
e insistir em algo que o retorno financeiro demore, se torna complicado para um
adulto, sobretudo se escolher a área da cultura, se o dinheiro não vier logo,
será chamado de preguiçoso, vagabundo, encostado, malando sem futuro que não quer
nada com nada. Se der certo e o resultado financeiro chegar com rapidez, será
apelidado de gênio, de talentoso, de sabido, e todo mundo finge que a vida
inteira acreditou e torceu pelo sucesso de sua carreira artística.
Há 25 anos vivo de literatura, tenho milhares de
livros comprados pela maior prefeitura do país, pelo Ministério da Educação distribuídos
pelo Brasil inteiro. Fui premiado duas vezes pelo Ministério da Cultura, ganhei
vários prêmios nacionais em concursos de cordel, há dois recebi o título e
prêmio e título de mestre da cultura pela Prefeitura de São Paulo. Tudo isso
são tijolos colocados no edifício de uma carreira construída com dedicação, apoio
de tantas parcerias e humildade. Afinal não adianta construir um edifício suntuoso
sem ter bases sólidas em que seja sustentado. Ser famoso pelo trabalho é
interessante, mas as vezes, quando a nuvem da fama passa, se o trabalho não tiver
raízes ele também se dissipa. Portanto invista sempre em sua formação se quiser
permanecer relevante no meio em que atua.

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