Hoje tive a felicidade, de
juntamente com outros poetas, prestigiar o baluarte Franklin Maxado, o baiano
de Feira de Santana, jornalista e advogado, que no auto dos seus oitenta anos,
carrega uma carga histórica de militância na defesa do cordel. Foi semeador
deste gênero literário nos heroicos anos 70, quando vendendo seus folhetos
pelas praças de São Paulo, sofria os achaques da Polícia, viu de perto os grilhões
da ditadura, por ser um literato de pena afiada, capaz de fazer críticas ácidas
através de suas metáforas poéticas.
Franklin Maxado sempre se arriscou
pelo que acredita. Se hoje colhemos frutos de cordel na Pauliceia Desvairada,
devemos também a semeadura desta autarquia abnegada. Na década de oitenta o
poeta Santa Helena se candidatou para uma vaga na Academia Brasileira de Letras
e hoje Franklin nos contou, que para ser ainda mais arrojado, se lançou a
presidente em plena luta pelas Diretas Já. A notícia se espalhou porque Carlos
Drummond de Andrade fez um artigo que saiu nos principais jornais do país. Ainda
fez dois comícios, porque as pessoas começaram a levar a sério, começou a
chegar muitos nordestinos em São Paulo pedindo emprego ao ilustre candidato. Na
época este fato inusitado chamou atenção. Para se ver livre, declarou apoio a
Tancredo Neves e encerrou a campanha.
Versátil nos temas, @franklinmaxado
escreve sobre os mais variados assuntos, com títulos que chamam a atenção do
leitor. Hoje lançou na @livrariadasperdizes POR QUE NÃO LANÇAR O “DIA DA
MESTIÇAGEM?” CACIMBA MATAVA A SEDE NA SELVA DE CIMENTO COM DOUTOR MOZART e SÃO
PAULO É A BABEL DO FUTURO TESTAMENTO. Com o seu jeito irreverente tem contribuído
imensamente para divulgação do cordel. Tivemos o prazer de encontrar neste evento
maravilhoso os poetas @cacalopes @poetamoreiradeacopiara @ronnaldodeandradespina
@josevejabemdapaulista @graziela_barduco e uma plateia linda que foi
prestigiá-lo.









Nenhum comentário:
Postar um comentário