Quando abracei o ofício de escrita, não sabia em qual caminho estava entrando, afinal tudo que estamos começando é desconhecido e à medida que vamos mergulhando no fazer, descortinamos os mistérios que se apresentam à nossa frente. Fui tomando consciência que não dominava ainda as técnicas de cordel, e com isso estudando para compreender tudo que envolve este fazer poético.
A técnica do fazer cordelístico é complexa, mas é possível
dominá-la. Todavia é preciso ter humildade para pedir que os outros poetas e
poetisas leiam seu escrito para que possam perceber as falhas que não conseguimos
enxergar. Isto não é demérito nenhum, ao contrário, prova a sua capacidade de
reconhecer seus limites. A falha faz parte da vida de qualquer ser humano. É a
prática constante que vai nos esmerando, daí devemos persistir na construção poética,
que gradativamente a produção vai melhorando, agora tudo isso acompanhado com a
leitura para o enriquecimento de vocabulário e, assim variar nas rimas, para
que sua escrita seja cada vez mais embelezada e passe a ser desejada pelos
leitores e leitoras.
É preciso se respeitar como profissional para que
as pessoas olhem de forma também diferenciada. As pessoas percebem quando você cuida
do seu ofício com zelo e carinho. Quando há respeito na produção da obra, há
respeito por parte dos leitores e leitoras.

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