Pelo segundo ano consecutivo tive
a felicidade de participar da Flipei (Festa Literária Pirata das Editoras Independentes)
um evento consagrado que celebra o livro e comercializa uma literatura forte e
pujante, visando a inclusão de tantas vozes para a construção de um mundo
igualitário, em que todos possam ter as mesmas oportunidades. A Flipei é um
espaço democrático para que o autor, que muitas vezes não encontra condição em
outros locais, possa se colocar como a voz de sua própria história.
A Literatura Brasileira segue
revelando talentos por meio da autopublicação, pois as pessoas criam coragem para
se expor através da palavra. Levar o cordel para um local tão diversificado é uma
alegria, porque esse gênero literário se consolida cada vez mais como uma potência
poética que tem o que dizer ao mundo, através dos seus autores e autoras que
vem alcançando destaque significativo dentro do mercado editorial do país.
Pela segunda vez na Flipei, estive
ao lado do Selo Pé no Chão, encabeçado pela poeta Maria Rosa Caldas que leva o
seu trabalho literário e gráfico para outros espaços, ecoando a voz de outras
mulheres que escrevem porque têm o que dizer ao mundo. Durante o evento estive
ao lado da poetisa Genilda Silva, que há pouco tempo ingressou na senda do
cordel e ganha asas escanchada no Pavão Misterioso. Outras vozes potentes do
cordel se fizeram presente na Flipei: as poetas Lucineide Vieira, Graziela Barduco
e Cléia Luh que expuseram o seu trabalho e encantaram os visitantes da feira. A
presença feminina no cordel é um sinal de que esse gênero literário está cada
vez mais representativo, porque como diz a poetisa Cleusa Santo que visitou o
evento: “a mulher no cordel, não veio pra brincadeira”. Ainda recebemos a visita
da poetisa Edimaria e dos poetas Moreira de Acopiara e Cacá Lopes.







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