A presença do cordel em São Paulo é uma realidade que vivenciamos há muito tempo, mas durante muitos anos, contava apenas com a presença dos homens. Felizmente este quadro vem mudando pela potência poética das mulheres que começou com Benedita Delazari, seguida por Cleusa Santo e hoje é difícil nominar o número de mulheres que abraçou este ofício poético.
Várias mulheres estão espalhando a
arte do cordel na Pauliceia Desvairada, de modo que, esse fazer poético vem sendo
fortalecido se se tornando respeitado pelos leitores e leitoras. O cordel encontra
lugar nos espaços educacionais e culturais, dentro a fora da capital paulista. Cleusa
consegue envolver as pessoas com encantamento, naquilo que ela escolhe
trabalhar e espalhar ao mundo.
Este encontro foi promovido pelo
Poder do Conto e Viva cordel, numa ação de salvaguarda, em torno dessa forma poética
secular, que encontra lugar no coração e mente das autoras e, se estende ao
afeto das leitoras e leitores que acolhem essa arte com amor e torna possível a
vida de quem escolhe a poesia, como caminho a ser trilhado.
Que venham outros encontros para
tornar o cordel ainda mais visível, e mostrar que a pujança poética deste gênero
literário se consolida, como uma força transformadora capaz de encantar quem
toma contato com essa forma poética, porque como diz Cleusa Santo “o cordel só
tem dois públicos: “aquele que o ama e aquele que ainda não o conhece”.




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