quarta-feira, 8 de julho de 2026

NO SERTÕES DE MINHA SOLIDÃO

 


 Acabo de ler esta obra poética do autor Juamis Tomaz que se assina como O Peregrino da Paz. De nascimento é juazeirense, porém é cidadão de Petrolina, ambas incrustadas no chão nordestino. Possui um coração que vibra com a nossa poesia e cultura pujantes. Funcionário público dedicado e poeta apaixonado pelas pegadas do profeta Jesus de Nazaré, levará quem se aventurar a ler esta obra, ao encontro de uma poética prenha de igualdade, de amor, carregada de utopia pela construção de uma sociedade sem explorador, muito menos exploradores.

A poesia do Peregrino da Paz é um grito que ecoa a quem está se acostumando com a indiferença, a ser guiado pelo hedonismo, onde o prazer pelo prazer tem se tornado mais importante do que se estender a mão para quem sofre. Um poeta corajoso que não tem medo de criticar os padrões doentios estabelecidos neste mundo, de denunciar a corrupção que rouba o sonho de milhões. A poética de Juamis é ao mesmo tempo denúncia e bálsamo, que sacode os que dormem em berço esplêndido, e não veem o sofrimento daqueles e daquelas que caem ao seu lado, jogados pelo capitalismo selvagem com sua ânsia desenfreada de lucro.

NOS SERTÕES DE MINHA SOLIDÃO é um convite ao mergulho em pensamentos e na luta pelo pão para quem tem fome e água para quem tem sede. É chamado singular a sermos pontes onde os muros foram erguidos. É um grito que ecoa da divisa da Bahia e Pernambuco para o resto do Brasil, que olhe os trabalhadoras e trabalhadores que ainda vivem espoliadas por uma escala 6x1 que o Congresso teima em não resolver. Que a poesia vinda das fímbrias do coração Do Peregrino da Paz possa calar fundo em nossa alma e nos impelir a arregaçar as mangas na luta pela justiça e fraternidade.

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