quinta-feira, 1 de julho de 2021


ENTRE LÁGRIMAS E SORRISOS

 

Apresentação

 

Descobri o poeta Varneci Nascimento, a “Autarquia do Cordel”, na internet, graças ao meu interesse pelo cordel. Me divertia com seu bom humor. Para refletir e gargalhar foi o seu primeiro livro que li. Seguindo o mesmo caminho, o presente livro também traz poemas que passeiam por entre a dor e o humor, a reflexão e a alegria.

Circula por diversos cenários, onde tragédias, dramas e comédias se alternam, dialogando com temas como: ecologia, preconceito ou cenas do cotidiano das grandes cidades. Questionei-o se este paralelo era recorrente em sua obra. Respondeu-me que não. Mas ao iniciar a leitura do cordel de sua autoria, chamado O martírio de uma mãe pelo filho drogado, de 2011, qual não foi a minha surpresa ao ler a primeira estrofe:

 

Nossa vida é um teatro

Com espetáculo diverso

É drama de riso e lágrima

Onde o ser humano, imerso

Neste palco fascinante,

Desenha seu universo.

 

No terceiro verso se lê: “É drama de riso e lágrima”. Aqui se anunciava um caminho que ainda estaria por vir, embora ele ainda nem soubesse disso.

Neste livro, ele trata de assuntos atualíssimos que lhe ferem fundo na alma, como o fato de ser “migrante”. Aqui ele se posiciona em lados opostos: ora, fala do preconceito, neste caso, contra o nordestino oriundo da zona rural, na cidade grande; ora fala da aculturação deste mesmo indivíduo que apaga sua própria história, na vã tentativa de ser aceito nessa terra estranha e rude, inclusive num mesmo poema, como poderemos ver em A rudeza terrível da cidade, que diz:

 

Carregava o mais simples coração,

Mas, assim que notaram meu sotaque,

Padeci como vítima de achaque

Pelos membros da nova região.

Inclusive, pessoas do meu chão,

Por vergonha, escondem sua cultura,

Pois abraçam a péssima postura

De negar sua própria identidade.

A rudeza terrível da cidade

Tem tirado meu resto de ternura.

 

Também nos mostra homenagens a pessoas que lhe foram e são especialmente caras, uma delas, sua própria mãe, nos dando conta da corajosa batalha frente a doenças, descrita no poema Da fortaleza ao declínio e as perdas de Gregório Nicoló, proprietário da Editora Luzeiro que, enxergando seu talento como cordelista, lhe estendeu a mão, levando-o para trabalhar a seu lado, e por fim, seu querido Tio Belo, com quem mantinha uma relação filial e que perdeu a luta para a covid 19. São poemas escritos com a tinta do afeto e da gratidão.

Caminha com desenvoltura por temáticas de cunho político-social e ecológicas (nas quais alterna reflexões e humor, inclusive num mesmo poema, como é o caso de Pare de chupar e aqui não darei nenhuma dica do que está por vir. Leia e tire suas próprias conclusões). Trata dos desastres ambientais de Mariana e Brumadinho (ambos em Minas Gerais), como de fato o são: crimes ambientais, e não acidentes como a grande mídia entendeu de chamar.

No humor, em dados momentos, me remeteu às chanchadas brasileiras ou aos espetáculos de circo que passavam na minha, outrora, pequena cidade sertaneja. Um humor sem amarras ou qualquer compromisso com o politicamente correto. Como é o caso dos poemas Sexo segundo as profissões e Todo velho quando mija. Mas é na crítica social que sua poesia se mostra grande, certeira. Um discurso forte, politizado, ao lado do oprimido e contra toda ordem de repressão e autoritarismo.

Em dados momentos, os poemas se travestem em denúncias, como é o caso de Feminicídio, Invisíveis do mundo e Filmem mesmo os professores. São 31 poemas escritos em linguagem cordelística. O autor presenteia os estudiosos e pesquisadores do cordel com uma rica e agradável aula, mostrando diversas formas estróficas: sextilhas, setilhas, oitavas, nonas, décimas, em redondilhas maiores ou decassílabos, com ou sem mote (se apropriando de formas usuais da cantoria de viola), como podemos ver de modo específico numa setilha com mote no primeiro verso e numa forma irregular com 12 versos, contendo um mote de 4 linhas, satisfazendo o mais exigente dos leitores.

Destaco mais dois poemas: o que dá título à obra, Entre lágrimas e sorrisos, cujo cenário principal são as salas e enfermarias dos hospitais lotados; e as redes de solidariedade que levam o pão do corpo e da alma a tantos esquecidos pela sociedade. Onde poderemos ler:

 

(...)

Vê-se em local de tristeza,

Gente doando alegria.

Levando o pão para a mesa

De quem não tem, todo dia.

 

E O tempo, que nem fala de lágrimas nem de sorrisos. A palavra “tempo” se repete em praticamente todas as linhas, imprimindo ritmo ao poema. O ritmo do relógio. O ritmo do tempo. O poeta faz uso da anáfora de modo a nos prender a estes versos, nos dando vontade imediata de decorá-los, para sair declamando e fazendo bonito pelos saraus da vida. Leiam, se possível, em voz alta:

 

O tempo finge dar tempo,

O próprio tempo lhe toma.

Seu tempo é subtraído

Na conta que o tempo soma.

O tempo bota o tempero,

No mínimo ou no exagero.

O tempo põe seu aroma.

 

É um poema forte como uma pedra de amolar e leve como uma pluma de rosa-cera, levada pelo vento quente neste sertão de meu Deus.

Desejo que o leitor viva bons momentos na companhia destes poemas.

 

Anita Alves

Arquiteta, nordestina e sertaneja, amante dos livros, dos cordéis e de toda manifestação cultural vinda do povo.

Caicó, RN, São João de 2020


Serviços:

Editora Areia Dourada

Pix: varneci@gmail.com

Valor: R$ 39,00

Link: https://pag.ae/7XeRa-99t

Frete grátis

 

 


sábado, 8 de maio de 2021

MAMÃE: DA FORTALEZA AO DECLÍNIO

Hoje já são oito dias da partida da melhor rosa do meu jardim e amanhã será meu primeiro dias das mães sem mamãe. Fiz o poema abaixo para ela, que sairá no meu próximo livro ENTRE LÁGRIMAS E SORRISOS. Parabéns para todas as mães e pra mamãe também, que continua mãe lá do céu.

 



MAMÃE: DA FORTALEZA AO DECLÍNIO

 

Sou penúltimo na prole da grandeza

Da mulher de catorze gestações.

Onze vivos, mas, três, a Natureza

Carregou para outras dimensões.

Corajosa, criou todo esse time.

O cuidado por todos se exprime.

Na batalha, Mamãe foi tão sublime,

Que venceu os diversos furacões.

 

O trabalho na roça, as plantações,

Permitiram a fartura de alimento.

No terreiro, diversas criações

Garantiam no bolso algum provento.

Preocupada com roupa, casa, escola,

Sem deixar se perder, nem cheirar cola.

Como pobre, nenhum pediu esmola.

Com papai arrumou nosso sustento.

 

Essa dama de fibra, cem por cento,

É mulher, soberana, absoluta.

Sem deixar nenhum filho ao relento,

Protegia-os de toda má conduta.

Numa olhada, impunha disciplina.

Rédea curta ao menino e à menina:

— “A criança daqui não se domina”,

Era a fala daquela mãe matuta.

 

Com o jeito, às vezes, de astuta,

Na maneira severa de educar.

A pro forma corrente, meio bruta,

Revelava-se tão peculiar.

Quem errasse, sofria a punição.

Começava buscando o cinturão,

Só batia fazendo a narração,

Explicando porque disciplinar:

 

— Essa surra que agora vai levar,

É por conta daquela safadeza.

Nunca mais você tente me enrolar,

Nem me venha mostrando esperteza,

Ou tentar descumprir advertência,

Incorrer nessa brusca displicência.

É melhor educar a consciência,

Ao invés, de apanhar pela brabeza.

 

Na cabeça, sobrava uma clareza,

Que qualquer filho deve obediência.

Educando, mostrou muita destreza,

Apontando o caminho, a coerência,

O limite, ensinado no respeito.

Residindo na roça, fez direito.

A medida aplicada, fez efeito,

Pois nenhum mergulhou na delinquência.

 

Pela luta arrojada, com frequência,

Teve a vida deveras desgastante.

A mulher lutadora por essência,

Pelo tanto de vezes que gestante,

Certamente rendeu alguma sequela.

A doença, aos poucos, chegou nela.

No pretérito, viveu como gazela,

Hoje, fica mais fraca a cada instante.

 

Cansativo, doído, angustiante,

Quando vi minha rocha, fraquejar.

Nosso tempo se faz de assaltante,

Pois, seu físico robusto, veio roubar.

Dor nos pés, nos braços e catarata.

Alguém pode dizer “isso não mata!”

Mas, o lúpus, moléstia muito ingrata,

Nunca mais permitiu-lhe sossegar.

 

Sua idade chegando, fez chegar

Diferenças no corpo sem demora.

Sente o fígado ou o rim sinalizar

Que o tempo é o mestre da piora.

Você vê sua mãe chorar de dor.

Na doença, o remédio do amor

Não parece trazer nenhum valor

Para a cura urgente da senhora.

 

Rezei tanto, pedindo uma melhora,

Suplicando a Deus por sua cura.

Se a resposta não vem, a gente chora.

E se vem, normalmente é muito dura.

O silêncio tremendo, resoluto,

Dessa árvore bendita, sou um fruto.

A cabeça, padece num minuto,

Sem saber quanto tempo a mãe perdura.

 

A fraqueza constante, já procura

Abrigar-se com a senilidade.

Com os anos, se perde essa estrutura

E se ganha maior fragilidade.

Em mamãe, quase sempre vejo isto.

Pela força gigante dela, insisto

Em pedir um milagre a Jesus Cristo,

Porque, mãe padecer, acho maldade.

 

Lavradora de credibilidade,

Enfrentou o trabalho mais pesado.

Da labuta fez sua identidade;

Da peleja, um marco do passado.

A mulher de coragem inconteste,

Enfrentou intempéries no Nordeste.

Porém, hoje, uma escada é um teste,

Que subi-la é negócio complicado.

 

Essa fera, indomável no passado,

No presente, está sem habilidade.

Seu cozido gostoso e temperado

Engordava qualquer uma beldade.

É difícil olhar para a senhora,

Diferente dos tempos de outrora.

Energia, aos poucos indo embora,

E trazendo maior fragilidade.

 

Normalmente, aos setenta de idade,

Nosso corpo é propenso a doença.

Minha mãe sofreu tanta enfermidade.

Pela vida lutou de forma intensa,

Enfrentou os percalços do roçado,

Destemida no cabo do machado.

Sem sonhar como pagaria dobrado,

Recebendo essa estranha recompensa.

 

Minha mente há tempos vive tensa,

Os meus olhos só fazem irrigações.

O acúmulo do tempo nos imprensa

A trazer mais cansaços e aflições,

Pois além de ser filho, virei fã.

Vejo nela o vislumbre do amanhã,

A mulher que de fato é tão cristã,

Porque vive sofrendo humilhações?

 

Procurando tirar suas tensões

Para o tempo de vida que lhe resta,

Sem sentir as reais preocupações,

Esquecendo qualquer tipo de aresta.

Tentarei proclamar tanta virtude,

Compensando essa falta de saúde,

Desejando uma vida em plenitude

E fazer desses anos muita festa.

 

Pela honra dessa mulher modesta,

Faço tudo que esteja ao meu alcance.

De caráter, sincera, justa, honesta,

Personagem do meu melhor romance,

Seguirei como o trem persegue o trilho,

Imitando a firmeza, valor, brilho.

Agradeço a Deus por ser seu filho,

Pela benção de ter tamanha chance.

 

Varneci Nascimento

domingo, 13 de setembro de 2020

JESUS A EXPERIÊNCIA HUMANA



Após escrever vários livros em cordel, resolvi me aventurar pelo mundo da prosa. Escolhi um dos maiores personagens da história: Jesus de Nazaré. Foi uma grande aventura falar deste homem fascinante. Se dê a chance de conhecê-lo.

Habitava no Cristo duas naturezas: a humana e a divina. Era o Verbo encarnado. Como homem, provou das necessidades do corpo. Um dia, teve fome; noutro foi colhido pelo cansaço, no último sentiu a dor. Foi parceiro dos prazeres, alegrou-se, comeu e bebeu. Como judeu, viveu as complexidades e convenções sociais. Entrou em debates, não baixou os olhos, enxergou pessoas, viu-se no meio de diversidades. Como viveu esses momentos? Como pensava sua existência no mundo? Vamos pensar?

Para fazer o investimento de 38,00 basta clicar no link abaixo:

https://pag.ae/7WozicAps

 

sexta-feira, 8 de maio de 2020

O ENCONTRO DOS DIFERENTES


Amigos e amigas estou com mais um livro novo na área, para fazer um investimento de 35,00 na aquisição dessa nova obra chamada: O ENCONTRO DOS DIFERENTES, basto só clicar neste link https://pag.ae/7W7QMwxYH Uma aventura entre três amigos que vão fazendo descobertas maravilhosas sobre suas vidas. O frete é grátis para você passar a quarentena na companhia do Tritídio, Circídio e Quatrídio os personagens desta obra magnifica. Além do cartão de crédito ou debito você tem a opção do boleto ou do depósito bancário, porque a sua satisfação é nosso maior prazer. Você é quem escolhe como quer pagar: https://pag.ae/7W7QMwxYH



domingo, 15 de março de 2020

NOSSA ARMA É A LITERATURA


Trabalhar com a palavra é uma tarefa árdua, requer coragem, amor, disciplina. Ser escritor não é só glamour, aliás quem está fora da grande mídia desconhece totalmente o significado desta palavra. Como toda profissão ser escritor nos dias atuais requer além de empenho na escrita, coragem maior para vender seu próprio livro. Há cerca de treze anos, ainda aproveitei de um período promissor, quando as editoras faziam boa parte do trabalho. No entanto, de 2015 para cá o mercado editorial vem sendo atacado, seja pelo preço do material para a confecção dos livros, seja pelos frequentes ataques que a cultura de um modo geral vem sofrendo.
Apesar das dificuldades impostas por todos os lados, quem ama a arte de escrever não vai desistir da labuta, mesmo porque a literatura deixou de ser entretimento para se tornar arma potente de combate ao fascismo brasileiro. A poesia e os poetas não podem se furtar diante do descalabro que vem sendo feito neste país. Quem se cala se torna cúmplice da barbárie. Com uma secretária de cultura que a compara com um poom, por aí a gente imagina qual destino terá a Cultura Brasileira. Não resistiremos porque o mal não vencerá o bem. O cordel é conclamado a fazer sua parte e gritar nos quatro cantos deste Brasil, que a ignorância dos que defendem que a terra plana, não vencerá a inteligência de quem conhece a verdade.


terça-feira, 3 de março de 2020

PARA REFLETIR E GARGALHAR


Neste livro você encontrará este poema GAROTO DE PROGRAMA DA TERCEIRA IDADE. Com ele você vai gargalhar a vontade.
O livro custa apenas R$ 37,00 reais com o frete grátis. Segue o link para aquisição da obra do autor que já vendeu duzentos mil exemplares.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

PARA REFLETIR E GARGALHAR

EU ESCUTEI NO METRÔ é um poema que está no Livro PARA REFLETIR E GARGALHAR. Nele o personagem narra sua trajetória do auge ao declínio.
O livro custa apenas R$ 37,00 reais com o frete grátis. Segue o link para aquisição da obra do autor que já vendeu duzentos mil exemplares.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

PRIMEIRO SARAU DO ANO


No último dia 23 de janeiro de 2020 participei do Sarau do Binho no Sesc Pinheiros. Foi uma festa maravilhosa da música e da poesia. Somente através da cultura é que podemos enfrentar este momento difícil pelo qual o Brasil passa. Precisamos resistir e somente formando uma corrente para enfrentarmos os ataques que temos sofrido em todos os níveis. Os saraus, em São Paulo, são uma forma importante de disseminação da cultura e da resistência.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Para quem ainda não conhece.

ADQUIRA O SEU EXEMPLAR
PARA REFLETIR E GARGALHAR custa apenas 37,00 reais e o frete é grátis. Segue o link para aquisição da obra do autor que já vendeu duzentos mil exemplares.




domingo, 19 de janeiro de 2020

MILITANTE DA POESIA


Viver da Palavra não é tarefa fácil, é necessário construir seu espaço a cada dia. Faz 19 anos que vivo da palavra, período no qual vendi aproximadamente duzentos mil exemplares, graças a participação em diversos eventos, palestras em escolas, universidades, instituições, enfim onde fomos chamados e coube poesia fizemos a nossa parte. Os saraus em São Paulo se tornaram um espaço para a divulgação de uma obra. O Sarau do Binho é dos que sou chamado sempre para participar e na próxima quinta feira, dia 23, estaremos no Sesc Pinheiros semeando poesia para resistirmos aos ataques nefastos contra a cultura. Só com muita arte para suportarmos tudo isso. Avante a cultura não pode parar.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

TROFÉU DE CULTURA E ARTE DO CCTN DE SOROCABA

 Ano passado fui agraciado com o Troféu CCTN DE CULTURA E ARTE, em sua segunda edição, na cidade de Sorocaba. Agradeço a Selma Araujo pela lembrança do meu nome, sobretudo neste momento de obscurantismo pelo qual o Brasil está passando. Infelizmente no dia do evento, não pude comparecer para receber o troféu e fui representado por minha irmã e professora Evanice Nascimento. O CCTN (Centro Cultural de Tradições Nordestinas de Sorocaba e Região) se tornou uma instituição de resistência para conservar os valores nordestinos, frequentemente atacados por quem desconhece a sua importância.

Essas homenagens nos motivam a continuar em frente, sem perdermos a esperança, tampouco a ternura. Esse reconhecimento pelo cordel só me impulsiona a permanecer forte na promoção da cultura e da arte, pois como diz Dostoievski: “a beleza salvará o mundo”. Espero que essa beleza seja a da arte.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

VALORIZAÇÃO DA CULTURA E DA ARTE


Qualquer país que se preza, se orgulha pela ciência e cultura produzida pelos seus filhos. O saber científico, quando valorizado adequadamente, transforma a vida da humanidade. Infelizmente, no Brasil, temos visto uma evasão imensa de cientistas e agora também os artistas estão sentindo o peso de não só serem valorizados, mas agredidos por um mandatário sem o mínimo de cultura, que nivela a população pelo seu baixo nível de conhecimento. Envergonha-nos um governo, cujo membro importante diz que os peixes sabem se livrar de óleo, um Ministro da Educação não sabe escrever a palavra impressionante, o outro não sabe pronunciar a palavra cônjuge e o Presidente da República afirma que os livros têm palavras demais. Desde o dia que este insano proferiu esta imbecilidade, venho me perguntando como escreverei meus livros a partir de agora, já que as palavras são demais.
Quando se valoriza a arte, por consequência o artista é valorizado. Em meus dezenove anos de escritor palestrei para os mais diversos públicos, das pequenas as grandes plateias, de dez a três mil pessoas, todavia a mais emocionante delas, foi em Banzaê minha terra natal na Bahia. Ao valorizarem o cordel, automaticamente me valorizaram e isso é o mínimo que qualquer político deveria fazer. No entanto, se o Presidente da República só menospreza os artistas, abre-se um triste precedente. Ainda bem que este senhor à frente do país não serve de bom exemplo para ninguém, senão nós os escritores estaríamos fritos. Espero que a resposta dada pela população brasileira seja a máxima inversamente o contrário e leiam livros com muitas palavras bem como valorizem a arte e toda espécie de conhecimento. Viva a cultura brasileira.

A foto que ilustra este artigo é de meu querido amigo e fotógrafo Ronald Santa Rosa, em Banzaê, no dia 24 de julho de 2018.



terça-feira, 14 de janeiro de 2020

PARA REFLETIR E GARGALHAR um livro imprescindível



APRESENTAÇÃO

Retorno da poesia como ciranda. Ousada e imprevisível. A poesia de Varneci Nascimento vale-se do cordel para mostrar o quanto a literatura pode estar à frente destes tempos tão sombrios. Assim, com ritmo e coração na ponta da caneta, faz o papel parecer mais interessante que a vida. Li estas páginas como quem escuta, testemunha a história, vibra e voa. Nascem horizontes de prazer e perguntas no final de cada página. Aí está o valor da arte deste ilustre poeta baiano: rimar sobre as várias faces da realidade com a perícia (e apuro) de quem encanta serpentes. Faz dançar os olhos de quem lê. Deleite para quem está desperto e faz questão de continuar sonhando. Como quem segue a trilha de uma estrela, estas páginas desenham fotografias de façanhas e sofrimentos - sem apelar para julgamentos, pessimismo ou cair na cilada fácil do maniqueísmo da moda. Reconhecido pelo seu humor e por abordar temas nada convencionais em seus livros, Varneci prova que chegou à sua maturidade literária. Lúcido e lúdico. Renovando o papel da literatura, ele nos presenteia com versos curtos e profundos, que nos fazem rir e ruminar. Se você quer distração, terá. Mas saiba que toda atenção é pouca. Às vezes carrasca; ora amiga. Aqui as palavras estão lotadas de entrelinhas, dizem bem mais do que aparentam. Esta obra é um tesouro para quem entende livro como um telescópio. Afinal, nossa existência não pode ser apenas este acúmulo de solidão e boletos. Mas deixemos de rodeios. Boa viagem.
Boa lida!
Ni Brisant – Poeta e escritor

ADQUIRA O SEU EXEMPLAR
PARA REFLETIR E GARGALHAR custa apenas 37,00 reais e o frete é grátis. Segue o link para aquisição da obra do autor que já vendeu duzentos mil exemplares.




sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

O MASSACRE DE CANUDOS entre os mais lidos em biblioteca no Tocantins


Recentemente descobri na internet que o livro O MASSACRE DE CANUDOS está entre os mais lidos na Biblioteca Pedro Tierra no projeto Biblioteca Viva na Escola Estadual de Tempo Integral Vila União, em Palmas. Os livros de histórias contadas por meio de literatura de cordel, como o Massacre de Canudos, de Varneci Nascimento; As Astúcias de Camões, de Arlindo Pinto de Souza, entre outros. https://portal.to.gov.br/noticia/2017/6/12/escola-estadual-vila-uniao-revitaliza-espacos-de-leitura-com-projeto-biblioteca-viva/?fbclid=IwAR2bYq8r21NggaujEhcjK5uuMEwmCQwa0ag7hatLiqf2Hb9X8pjXKevnOlw

Veja as primeiras estrofes do livro publicado pela editora Luzeiro.

Igual ao rei Salomão,
Pedi ao Deus verdadeiro
Sabedoria e justiça,
O desapego ao dinheiro,
Para versejar Canudos
E o grande Conselheiro.

Pedi também equilíbrio
Para criar o poema:
Metrificação perfeita,
Boa rima e belo tema,
Clareza e letra perfeita
Para fechar meu sistema.

Trago agora o personagem
Sobre quem penso e me inclino,
Fruto das incongruências
Do meu torrão nordestino
Que tentou plantar na terra
Um pouco do chão divino.

O Conselheiro citado
Foi poderoso instrumento
De doar pão ao faminto,
De ofertar água ao sedento,
Abrigo ao desamparado,
Calor para o friorento.

O frete é grátis. Basta clicar abaixo:





segunda-feira, 24 de junho de 2019

MARCHA DE JESUS COMBINA COM ARMA?



Que cena mais deprimente, em uma Marcha dita para Jesus, o presidente da República, incentivando armas. Deveria ter outro nome essa marcha, não de Jesus. A que nível estamos chegando. Os evangélicos deveriam se envergonhar disso. Quem compactua com tamanha barbárie, ouvirá do Divino Mestre no último: afastem-se de mim malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos, (Mateus 25, 41). Deveriam ter mais respeito pelo nome de Jesus. Parte dos evangélicos gosta de atirar pedras nos outros, porém aplaude sorrindo, um insano desse, fazendo tudo que Jesus condena. Sendo presidente pode é?

domingo, 16 de junho de 2019

A ESCRAVA ISAURA EM CORDEL


Entre os clássicos da literatura brasileira, está o livro A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, que eu tive a grata satisfação de vertê-lo para o Cordel brasileiro, na coleção clássicos em cordel, pela Editora Nova Alexandria. Agora você tem a chance de adquirir o seu exemplar, autografado e com frete grátis, por apenas r$ 35,00. Basta clicar no link abaixo:



segunda-feira, 3 de junho de 2019

FURTO DE LIVRO DE CORDEL SURPREENDE AUTOR

O poeta cordelista Varneci Nascimento, teve um livro furtado no Embu Cordel das Artes, evento que acontece nos dois primeiros fins de semana desse mês, na cidade de Embu das Artes. Apesar de errado e inusitado, em um país com poucos leitores, a pessoa que faz isso deveria ser condecorada por honra ao mérito da leitura, afirma. Espero que o livro faça muito bem a essa leitora ou leitor inveterado. Que a poesia do CORDEL BRASILEIRO encontre eco na poesia do furto.

sábado, 18 de maio de 2019

DIÁLOGO DE SANTA ROSA COM VARNECI PELO WHATSAPP


Com o surgimento do jornal, do rádio, da televisão, e mais recentemente da internet, muitos pesquisadores vaticinaram a morte do CORDEL BRASILEIRO. Felizmente todos erraram, prova disso, é este livro que escrevi através do Whatsapp  com o poeta Santa Rosa que reside no Rio Grande do Norte. Dinâmico como é, o cordel mantém a tradição, embora se misture com a modernidade para debater temas pertinentes ao conjunto da sociedade brasileira.
Não fique de fora dessa aventura literária. Aproveite a promoção e ADQUIRA o seu exemplar do livro DIÁLOGO DE SANTA ROSA COM VARNECI PELO WHATSAPP, através do link abaixo, e não esqueça, o frete é grátis.

É SÓ CLICAR



terça-feira, 27 de novembro de 2018

NORDESTE É TEMA DE FESTA EM ESCOLA DE SOROCABA


Através do professor Paulo Eduardo Conceição Farias, fiquei sabendo que o cordel, foi a bola da vez na escola SESI 123, Mangal na cidade de Sorocaba, por conta da feira nordestina que fez parte do produto final do Eixo integrador de linguagem com o tema O Nordeste é aqui! Nessa bonita festa estavam vários exemplares dos meus cordéis, o que me enche de muita alegria e me faz buscar ainda mais esmero, para oferecer aos leitores de todo o Brasil, que adquirem a minha obra, se encantarem cada vez mais com o cordel brasileiro. A todos os envolvidos no evento, na pessoa do professor Paulo, estendo meus agradecimentos me exitoso projeto.




sexta-feira, 28 de setembro de 2018

#DORIA TAMBÉM NÃO!



 Não posso ficar calado
Ao escutar essa escória
Querendo posar de bom
Ferindo a nossa memória
O rei da desfaçatez
Cujo nome é João Dória.

Para o povo de São Paulo
Venho pedir um favor:
Ter o mínimo de bom senso
Com o máximo de amor
E nem morrendo, eleger
João Dória governador.

O sujeito é prepotente,
Boçal, preconceituoso
Joga baixo na campanha
Por ser inescrupuloso
Tem o pior dos defeitos:
Que é de ser mentiroso.

Por um ano e quatro meses
São Paulo sofreu bastante
Deixou a cidade cinza
O riquinho ignorante.
Só nas redes sociais
Ele prefeitou bastante.

Quis botar uma ração
Misturada na merenda.
Restringiu o passe livre
Enfim só causou contenda,
O que diz em seu programa
Não passa de simples lenda.

Só vivia viajando
E cometendo loucura:
Tirou leite de criança
Cortou verba da cultura
Só não falou de vender
O prédio da prefeitura.

Além de tudo é golpista
Contudo, finge não ser
Apoiou seu Michel Temer
E agora quer esconder.
Como é cínico ele não para
De mentir e prometer.

Quem não é da capital
Leia que você descobre
O quanto é dissimulado
E não tem nada de nobre
Abraça o povo na rua
Mas sempre detestou pobre.

Botou imagens de creches
Feitas no exterior
Largou a cidade às moscas
O João "trabalhador"
Que em Campos do Jordão
Também já foi invasor.

João Dória não tem palavra
Tampouco convicção.
Quis dá um golpe no Alckmin
Porém sua traição
Mais descarada já fez
Com toda população.

Ele só quer o poder,
Mas não sabe governar
Pois as filas da Saúde
As quais prometeu zerar
Quem recorre aos hospitais
Diz que fez foi piorar.

O sem teto e o mendigo
Sofreram tanta agressão.
Professores apanharam
A mando de sua gestão
Sem contar as falcatruas
Chamadas de doação.

São Paulo exige mudança,
E um verdadeiro gestor,
Sem cair mais na conversa
Do João enganador
Que não soube ser prefeito
Quanto mais governador.

Varneci Nascimento
São Paulo, 20/09/2018